Quem poderia imaginar: hacker disse que repassou ao The Intercept Brasil conversas de Moro

 

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Walter Delgatti Neto, ‘o Vermelho’/Foto: Reprodução

O jornal O Estado de SP nesta quinta-feira (25), informa a partir da confirmação de altas autoridades ligadas à operação da PF, que um dos hackers presos na última terça-feira (23), em São Paulo, identificado com Walter Delgatti Neto, ‘o Vermelho’, disse que passou dados hackeados de autoridades ao Jornalista Glenn Greenwal.

A defesa do jornalista, fundador do site The Intercept Brasil, disse, em nota, que “não comenta assuntos relacionados à identidade de suas fontes anônimas”.

A Polícia Federal tem indícios de que os quatro suspeitos presos são os mesmos que acessaram conversas trocadas pelo Telegram de várias autoridades dos Três poderes, entre elas, Sérgio Moro, o ministro da Economia, Paulo Guedes; e a líder do governo Bolsonaro no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP).

Coincidente a deputada Joice Hasselmann e o ministro Paulo Guedes anunciaram que seus celulares teriam sido invadido na véspera da realização da Operação, que prenderam os quatro hackres’.

Os investigadores tratam o relato do hacker com cautela, uma vez que ele é apontado como estelionatário. Razão pela qual tudo o que ele informar será investigado, especialmente a partir da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do grupo, autorizada pelo juiz Vallisney Oliveira, da 10.ª Vara Federal de Brasília.

Greenwald pode ser preso. Amanhã, você. E, depois, os que se calaram diante de Moro

 

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O Jornalista Glenn Greenwald (Evaristo Sá/AFP)

Por Kiko Nogueira

São Paulo refere-se assim à omissão: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero.”

“Neutro é o que já se decidiu pelo mais forte”, cravou Max Weber.

Aqueles que vivem hipotecando solidariedade a Míriam Leitão por qualquer coisa — inclusive as cascatas que ela inventa sobre xingamentos em aviões — vergam diante da escalada autoritária de Sergio Moro contra Glenn Greenwald.

Numa delação (ainda não se sabe se premiada), um dos “hackers” de Araraquara afirmou que o que divulgado pelo Intercept é fruto da invasão dos celulares.

Noves fora o fato de que isso não deslegitima o que foi publicado, cuja autenticidade foi confirmada por Folha, Veja e El País, Sergio Moro resolveu partir para tudo ou nada sem ser incomodado.

Vale lembrar que não há crime em publicar esse material, ainda que vazado por essas pessoas.

Moro mobilizou sua Polícia Federal numa operação que lhe interessa, num franco atropelo da democracia e do Direito.

A ideia é intimidar e, mais tarde, dependendo dos cálculos, prender Greenwald.

Daí em diante serão alvos todos aqueles que ele enxergar como inimigos, não apenas dele, mas do Estado, já que ambos se confundem numa mente autoritária e sem limite.

Enquanto isso, o silêncio dos covardes é ensurdecedor.

Quando Míriam foi vetada de uma feira do livro por causa de postagens no Facebook, a grita dessa brava gente inundou as redes sociais.

Não se ouve um pio.

É preciso falar. O DCM vai continuar gritando ao seu lado.

A Globo, que dedicou um editorial do Jornal Nacional à defesa da mesma Míriam que se ajoelhou, por ordem dos Marinhos, diante de Bolsonaro, escala colunistas como Merval para justificar o chefe da Lava Jato.

Amanhã, se não nos levantarmos, seremos nós.

E depois, eles, que não disseram nada.

Flávio Dino se reúne com presidente nacional do PSB e o ex-governador de São Paulo

 

Flávio Dino e PSB
Márcio França ( ex-governador de São Paulo), Flávio Dino (governador do Maranhão) e Carlos Siqueira (presidente Nacional do PSB)/Foto: Reprodução

“Bom diálogo hoje com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, e com o ex-governador de São Paulo, Márcio França. Conversamos sobre a frente ampla em defesa do Brasil e sobre projetos no Maranhão” governador Flávio Dino.

Ruy Costa não libera PM para fazer segurança de Bolsonaro na Bahia, o povo foi proibido de participar

 

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Foto: Reprodução

A inauguração do Aeroporto de Vitória da Conquista, nesta terça-feira (23), dará muito ainda o que falar. Antes de embarcar para Bahia Bolsonaro lamentou no twitter, a não liberação da Polícia Militar, pelo governador Rui Costa, para fazer a segurança dele e sua comitiva.

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A provocação de Bolsonaro não ficou sem resposta, também na manhã de hoje durante entrevista à uma emissora de rádio, Rui Costa, disse que “quem é impopular e tem medo de ir às ruas, tem que ficar no gabinete”.

O governador deu entender que sua decisão foi porque Bolsonaro transformou o evento do povo da Bahia em agenda do governo federal, para promovê-lo. Então ele que providenciem as forças de segurança federais para fazer sua segurança.

“Governante que gosta de aplausos e selfies, também precisa enfrentar protestos. Isso faz parte da democracia. Não posso ficar botando a polícia para bater em quem quer protestar”, disse Ruy Costa.

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Atiradores de elite posicionados para inauguração do Aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista na Bahia/Foto: Reprodução

Ministro da Educação bate-boca com populares durante férias no Pará

 

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Foto: Reprodução

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, se meteu novamente em polêmica. Em férias no Pará, se envolveu num barraco com populares que por pouco não chegou às vias de fato.

O grupo entregou kafta em referência ao episódio em que o ministro da Educação errou o sobrenome do escritor Franz Kafka.

Com informações Uol

Governador da Bahia, Rui Costa, não participará da inauguração de Aeroporto com Bolsonaro

 

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Rui Costa, governador da Bahia, anunciou que não participará de inauguração com Bolsonaro, por causa de agressões ao Nordeste/Foto: Reprodução

O Palácio do Planalto ainda não encontrou uma saída para a polêmica criada por Bolsonaro em relação ao Nordeste. No domingo (21), o presidente ainda tentou sem sucesso nas redes sociais melhorar a situação, mas só piorou e agradou mesmo apenas parte dos seguidores do Bolsonarismo.

Amanhã terça-feira (23), será inaugurado o novo Aeroporto de Vitória da Conquista na Bahia, vários políticos baianos já declararam que não participarão em protesto ao desrespeito de Bolsonaro com o Nordeste. Hoje o governador da Bahia, Rui Costa (PT) anunciou através de um vídeo que também não participará.

A obra realizada em parceria do governos federal e estadual, não recebeu um centavo do governo Bolsonaro. Iniciada durante o governo Dilma Rousseff, a última parte dos recursos da união utilizados na obra foi liberado no final do ano passado durante o governo Temer.

O governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB), apontado por Bolsonaro textualmente como seu principal alvo, se solidarizou nas redes sociais com Rui  Costa. Para Dino o governo Bolsonaro praticamente se apodera de uma obra e luta do povo e governo da Bahia.

“Minha solidariedade ao governador Rui Costa, da Bahia, praticamente impedido de participar da inauguração de uma obra no estado que ele governa. Definitivamente isso está errado. Precisamos de união, paz e respeito. Faço um apelo ao bom senso, enquanto há tempo”, disse Flávio Dino no twitter.

Flávio Dino diz que não mudará postura política e ideológica só porque Bolsonaro não gosta

 

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Flávio Dino (PCdoB), Governador do Maranhão, e Jair Bolsonaro (PSL), Presidente da República/Foto: Reprodução

Em resposta a Jair Bolsonaro, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), declarou no domingo (21), em entrevista ao Site O Imparcial, que não tem medo de Bolsonaro e não recuará um milimetro da sua postura política e ideológica porque o presidente não gosta.

“Não é a opinião isolada do presidente da República, movido por ódio e preconceito, que vai afetar minha atuação. Não tenho medo de cara feia, de grito, não tenho medo de nada disso. Não tenho medo de ditador, de subditador, de projeto de ditador. Então, vou manter a minha atitude sempre respeitosa, sempre no plano político e ideológico, como faço, nunca no plano pessoal”, disse Dino. 

Na última sexta-feira (18), teve grande repercussão o vídeo em que Bolsonaro durante conversa com Onix Leronzoni aparece destilando ódio, preconceito e xenofobia ao Nordeste e determinando retaliação em particularmente a Flávio Dino. O governador do Maranhão disse que até mesmo na ditadura militar os governadores estaduais eram tratados com respeito.