Governador da Bahia, Rui Costa, não participará da inauguração de Aeroporto com Bolsonaro

 

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Rui Costa, governador da Bahia, anunciou que não participará de inauguração com Bolsonaro, por causa de agressões ao Nordeste/Foto: Reprodução

O Palácio do Planalto ainda não encontrou uma saída para a polêmica criada por Bolsonaro em relação ao Nordeste. No domingo (21), o presidente ainda tentou sem sucesso nas redes sociais melhorar a situação, mas só piorou e agradou mesmo apenas parte dos seguidores do Bolsonarismo.

Amanhã terça-feira (23), será inaugurado o novo Aeroporto de Vitória da Conquista na Bahia, vários políticos baianos já declararam que não participarão em protesto ao desrespeito de Bolsonaro com o Nordeste. Hoje o governador da Bahia, Rui Costa (PT) anunciou através de um vídeo que também não participará.

A obra realizada em parceria do governos federal e estadual, não recebeu um centavo do governo Bolsonaro. Iniciada durante o governo Dilma Rousseff, a última parte dos recursos da união utilizados na obra foi liberado no final do ano passado durante o governo Temer.

O governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB), apontado por Bolsonaro textualmente como seu principal alvo, se solidarizou nas redes sociais com Rui  Costa. Para Dino o governo Bolsonaro praticamente se apodera de uma obra e luta do povo e governo da Bahia.

“Minha solidariedade ao governador Rui Costa, da Bahia, praticamente impedido de participar da inauguração de uma obra no estado que ele governa. Definitivamente isso está errado. Precisamos de união, paz e respeito. Faço um apelo ao bom senso, enquanto há tempo”, disse Flávio Dino no twitter.

Para Flávio Dino manifestações de domingo podem dar ‘errado’ mesmo dando ‘certo’

 

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Governador do Maranhão Flávio Dino/Foto: Reprodução

Em matéria pública no site Uol nesta quinta-feira (23), o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), alerta para possibilidade das manifestações de domingo (26), agravarem ainda mais a capacidade do governo Bolsonaro conduzir o país.

Não foi em razão do conselho de Flávio Dino, mas o presidente Jair Bolsonaro que chegou a dizer que poderia participaria das manifestações, após até convocar seus aliados e eleitores, ele avaliou melhor e resolveu desistir e ainda aconselhou seus ministros fazerem o mesmo.

Para Dino, as manifestações darão ‘errado’ mesmo dando ‘certo’.

“Essa manifestação tem tudo para da errado, mesmo se der certo. De duas uma: ou serão pequenas.., aí politicamente é muito ruim.., ou haverá manifestações importantes, mas com uma pauta contra o Congresso, contra o STF. Portanto, é uma pauta que pode ser entendida como violadora de deveres constitucionais, já que foi o próprio presidente quem convocou”, disse Dino.

O governador Flávio Dino estará entre os governadores do Nordeste, que se reunirão amanhã sexta-feira (24), em Pernambuco com Bolsonaro, na primeira viagem presidencial à região do país que foi derrotado nos nove estados.

Flávio Dino cobra Bolsonaro postura de Presidente da República

 

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Governador Flávio Dino e o Presidente Jair Bolsonaro/Foto: Reprodução

O governador do Maranhão, Flávio Dino, assim como milhares de brasileiros, se posicionou sobre a decisão do deputado federal Jean Wyllys, que desistiu do mandato e resolveu deixar o Brasil, por medo de morrer.

Flávio Dino usou sua conta no twitter para sugerir ao presidente Jair Bolsonaro,  postura básica de respeito e defesa da democracia brasileira, em razão da posição e cargo que exerce.

O presidente teria comemorado, também no twitter, ao saber da decisão de Wyllys.

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Tudo pronto para solenidade de posse dos deputados no Maranhão

 

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Foto: Reprodução

Os eleitos e reeleitos para a 19ª legislatura da Assembleia Legislativa do Maranhão serão empossados no dia 1º de fevereiro de 2019, sexta-feira, às 9h30, no Plenário Deputado Nagib Haickel.

Todas as providenciados e preparativos já foram adotados para a primeira sessão preparatória, marcada para 9h30, quando tomarão posse os 42 deputados estaduais, que ficarão nos próximos quatro anos no Parlamento Estadual.

Após a posse, acontecerá, na segunda sessão preparatória, a eleição para a nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, marcada para 11h30. As duas sessões preparatórias serão presididas pelo deputado Rigo Teles (PV), pelo fato de ter o maior número de mandatos, dentre os parlamentares reeleitos.

A eleição dos membros da nova Mesa Diretora da Assembleia para o biênio 2019/2020 terá início às 11h30 para escolha dos parlamentares que ocuparão os seguintes cargos: presidente da Assembleia, 1º vice-presidente, 2º vice-presidente, 3º vice-presidente e 4º vice-presidente; 1º secretário, 2º secretário, 3º secretário e 4º secretário, e para o cargo de Procuradora da Mulher.

A cerimônia de abertura dos trabalhos da 19ª legislatura será realizada dia 4 de fevereiro, segunda-feira, às 16h. Antes os deputados se deslolocarão para o hall de entrada da Assembleia Legislativa, onde acontecerá cerimônia militar.

O governador do Estado, Flávio Dino e o vice Carlos Brandão participarão da solenidade. O governador deverá passar em revista à tropa da Polícia Militar do Maranhão. Eles também assistirão ao desfile da tropa militar, ao lado dos deputados e demais convidados.

A programação contará também com a presença de autoridades das esferas federal, estadual e municipal.

A sessão solene, que marcará o início do ano legislativo de 2019, deverá ser iniciada com um pronunciamento do governador Flávio Dino, que fará a leitura da Mensagem Governamental. Em seguida, o novo presidente da Assembleia Legislativa, eleito na primeira sessão preparatória do dia 1º de fevereiro, fará discurso com o qual deverá ser encerrada a sessão solene.

Os empossados serão:

Detinha (PR)

Cleide Coutinho (PDT)

Duarte Jr. (PCdoB)

Zé Gentil (PRB)

Othelino Neto (PCdoB)

Márcio Honaiser (PDT)

Drª Thaiza (PP)

Adriano Sarney (PV)

Carlinhos Florêncio (PCdoB)

Neto Evangelista (DEM)

Marcelo Tavares (PSB)

Professor Marco Aurélio (PCdoB)

Fernando Pessoa (Solidariedade)

Andreia Rezende (DEM)

Edson Araújo (PSB)

Rafael Leitoa (PDT)

Ana do Gás (PCdoB)

Adelmo Soares (PCdoB)

Rigo Teles (PV)

Glalbert Cutrim (PDT)

Paulo Neto (DEM)

Daniella Tema (DEM)

Vinícius Louro (PR)

Yglésio Moisés (PDT)

Hélio Soares (PR)

Antônio Pereira (DEM)

Ciro Neto (PP)

Arnaldo Melo (MDB)

Roberto Costa (MDB)

Fábio Macedo (PDT)

Rildo Amaral (Solidariedade)

Ricardo Rios (PDT)

Leonardo Sá (PRTB)

Zé Inácio (PT)

Pará Figueiredo (PSL)

Helena Duailibe (Solidariedade)

Mical Damasceno (PTB)

César Pires (PV)

Pastor Cavalcante (PROS)

Wellington do Curso (PSDB)

Wendell Lajes (PMN)

Felipe dos Pneus (PRTB)

Flávio Dino se reúne com Ministro da Educação e oferece apoio para obras paradas no MA

 

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Governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) com o Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez./Foto: Reprodução

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), acompanhado do Secretario de Educação do Estado, Felipe Camarão, cumpriram agenda nesta nesta quita-feira (24), em Brasília, com o Ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez.

O governador apresentou ao ministro do governo Bolsonaro, os avanços e programas no setor de educação no Maranhão. Flávio Dino solicitou e apresentou ao ministro certa urgência para conclusão das obras das 32 creches com obras paralisadas no estado.

O governador ofereceu apoio para finalização das unidades para serem concluídas ainda este ano. A parceria seria  através do Pacto Estadual de Aprendizagem, que prevê ações em infraestrutura, gestão, avaliação escolar; planejamento, suprimentos e suporte, além de apoio estadual na gestão de programas e projetos federais.

Decreto de Bolsonaro sobre posse de arma é uma ‘gambiarra jurídica’

 

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Flávio Dino (Governador do Maranhão)/Foto: Reprodução

247 – O governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) apontou irregularidades no decreto que flexibiliza a posse de armas de fogo assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (15).

Segundo ele, o “decreto faroeste” estimula o uso de armas de fogo no país. Para o governador, que foi juiz federal e professor de Direito, “além do equívoco de mérito”, o decreto, na prática, esvazia o Estatuto do Desarmamento. “Sendo lei, tem maior hierarquia normativa. Estranho”, aponta o governador.

Ele afirma ainda que, “na hora de ‘copiar/colar’ entre várias versões, algumas coisas ficaram esquisitas”. “Por exemplo, presume-se que todos os habitantes do país têm ‘efetiva necessidade’ de arma, mas estes podem ser responsabilizados por declaração falsa. Bem esquisito formalmente”, salienta.

E conclui: “Ademais, acho que o decreto faroeste revela uma desconfiança quanto ao Congresso Nacional, instância própria para rever o Estatuto do Desarmamento, que é uma lei. Aí algum gênio resolveu fazer essa gambiarra jurídica. Tenho impressão de que erraram o tiro”.

Para Flávio Dino, o presidente Bolsonaro tem espécie de amor pela guerra

 

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Flávio Dino (Governador do Maranhão)/Foto: Albani Ramos

Folha de São Paulo – Empossado para mais quatro anos como governador Maranhão, Flávio Dino (PC do  B) prevê um ciclo de baixo crescimento econômico e dificuldades para os estados.

À frente de um dos estados mais pobre do país, diz que buscará uma relação institucional respeitosa com o presidente Jair Bolsonaro, mesmo lhe fazendo oposição.

Por outro lado, critica a “lógica de confrontos eternos” de Bolsonaro e seus ministros: “É como se fosse um amor pela guerra”.

O senhor assume para um segundo mandato enfrentando um cenário econômico ainda mais complexo do que em 2015. Será um ciclo de maior dificuldade?

Acho que teremos um crescimento econômico baixo, mas a gente consegue atravessar 2019. Conseguimos terminar o primeiro mandato com o salário dos servidores em dia e com as dívidas com os bancos sendo pagas normalmente. Temos algum atraso com fornecedores, mas nada alarmante. De qualquer forma, desde novembro estamos fazendo um ajuste nas despesas, com renegociação de contratos em várias áreas.

Sendo um governador de um partido de oposição ao presidente, como pretende conseguir repasses voluntários do governo federal? 

Não faço planejamento contando com novos recursos federais. Não está na minha contabilidade. Se aparecer [o recurso], ótimo. O que espero do governo federal é que ele faça sua parte, garantindo estabilidade e crescimento da economia.

Mas o senhor buscará pontes com o presidente? 

Nosso desejo é que a relação com o novo governo se dê normalmente como aconteceu como Michel Temer. Fui oposição a Temer, mas tivemos uma relação institucional absolutamente normal. Eu não vou renunciar a nenhuma das minhas posições e o presidente não vai renunciar às dele. Mas espero que tenhamos uma relação em termos respeitosos e não em uma lógica de confrontos eternos.

Como avalia as primeiras medidas do presidente Bolsonaro? 

Esses primeiros dias já mostram um traço muito preocupante do presidente e de seus ministros que é o de criar conflitos, como se fosse um amor pela guerra. Isso é ruim, pode criar uma espiral negativa que contamina o ambiente político. Por exemplo, o presidente atendeu ao pedido do Ceará de envio Força Nacional, mas fez criando conflito. Criticou o governador [Camilo Santana, do PT], dizendo que ele é radical. Achei muito estranho, esquisito. Ele trata o envio da Força Nacional como se fosse um favor. Não é um favor, é um dever, uma obrigação. São os estados que mantêm a Força Nacional.

Como vê as declarações do presidente de combater o socialismo e o comunismo? 

Ninguém é obrigado a concordar com a ideologia alheia, mas tem que conviver. A Constituição garante o pluralismo político. Não cabe a nenhum ator político fazer expurgos e eliminar os diferentes. Fico em dúvida se o governo tem uma concepção ideológica de eliminar os adversários ou se isso é uma mera distração. Na ausência de uma agenda mais substantiva, com início, meio e fim, se recorre a esses expedientes como discutir cor de roupa ou demitir funcionário porque escreveu ‘Marielle vive’. O Brasil não está acostumado a ver isso em um governo. Espero que seja uma coisa de início e que depois ele mude.

O governo do Maranhão publicou um decreto do Escola sem Censura, uma espécie de contraponto ao Escola sem Partido. Vê eficácia em medidas como esta? 

O nosso decreto é para dar segurança jurídica. É simplesmente o cumprimento da Constituição, que prevê a liberdade de cátedra. Já o Escola sem Partido é o nome fantasia para escola com censura, escola que quer constranger professores e estudantes a se enquadrarem em um manual ditado de cima para baixo. É retroceder 300 anos e voltar para o período pré-iluminista.

Como vê o futuro da esquerda no Brasil, agora na oposição? 

A união é um valor necessário. E temos que ir ao ponto substantivo: ter uma posição firme em defesa dos direitos dos mais pobres. Defender os direitos dos trabalhadores, índios, mulheres, crianças, todos que estão no alvo de políticas do novo governo. A gente não cair num desejo aparente de certas figuras do governo de ficar batendo boca pura e simplesmente.

O senhor fala em união, mas o PC do B ensaia um bloco parlamentar com PSB e PDT, mas sem o PT. Não é um contrassenso?

Este bloco não é uma novidade. Já o fizemos em 2007, quando eu era deputado federal, e funcionou muito bem. Isso não elimina o diálogo, já que não será um bloco contra o PT. Ninguém do nosso campo pode ser contra o maior partido da oposição e o maior líder popular da história desse país. Mas temos a nossa identidade, nossas nuances, nossa história e é normal que neste período nós reforçarmos isso. Não significa hostilizar o outro.

Antes da eleição, em maio, o senhor defendeu Ciro Gomes como candidato das esquerdas em um cenário sem Lula. Olhando para trás, acha que foi um erro apostar em Fernando Haddad? 

Naquele momento [maio de 2018] defendi o Ciro, mas poderia ser o Haddad. O que lamento mesmo foi não ter sido feita uma união mais ampla já no primeiro turno. O resultado mostrou que, com uma união mais ampla no primeiro turno, chegaríamos ao segundo turno em um patamar maior. Haddad cresceu quando houve essa união, uma articulação ampla com professores, intelectuais, sindicalistas. A sociedade se uniu.

Há um candidato natural para 2022? 

É muito cedo para discutir isso. Temos que saber qual o futuro de Lula, como Ciro vai se comportar, se Haddad vai manter a liderança que conquistou com a eleição. Vamos esperar o curso do processo político. Tenho certeza que sentimento da sociedade será transformado. O governo que assumiu, infelizmente, vai cometer muitos erros.