Hélder Barbalho governador do Pará é mais um alvo da Polícia Federal

 

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Governador Hélder Barbalho (MDB)/Foto: Reprodução

A PF deflagrou a ‘Operação Bellum’ no estado do Pará nesta quarta-feira (10). Um dos alvos é o governador Hélder Barbalho (MDB), um dos mandatários estaduais que ganhou protagonismo no embate com o governo Bolsonaro durante a pandemia do coronavírus.

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Foto: Reprodução

O objetivo da ação da PF é investigar supostas irregularidades na compra de equipamentos para o enfrentamento do coronavírus.

O governador Hélder Barbalho se posicionou nas redes sociais sobre a operação da Polícia Federal.

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Foram 23 mandados de busca e apreensão no Pará e em outros seis estados.

As buscas acontecem nas residências do governador, sócios da empresa investigada, servidores suspeitos, Casa Civil e secretarias de Saúde e Fazenda. De acordo com a Polícia Federal, a compra de respiradores custou R$ 50,4 milhões aos cofres estaduais.

Covid-19: CGU e PF investigam empresas suspeita de fraude na compra de máscaras no MA

 

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A Polícia Federal e CGU (Controladoria Geral da União) deflagraram nesta terça-feira (9), a operação batizada de “Cobiça Fatal” que investiga fraude em licitações com o objetivo de desviar recursos que seriam usados no combate ao coronavírus.

Foram cumpridos três mandados de prisão, 14 de busca e apreensão, além do sequestro de bens e bloqueio de contas dos investigados no valor de R$ 2,3 milhões.

Um dos alvos é a Secretaria Municpal de Saúde em São Luís, que segundo primeiras informações, foram verificados indícios de superfaturamento na compra de 320 mil máscaras. Elas teriam custado R$ 9,90 a unidade, quando de acordo com a PF, o preço médio é R$ 3,17.

A PF e CGU investigam contratos das mesmas empresas alvos da Operação “Cobiça Fatal” nos muncípios de Timbiras/MA, e Matinha/MA. O fornecimento dos mesmos insumos já teriam sido formalizados também da mesma forma em Icatu/MA, Cajapió/MA, Lago do Junco/MA, e Porto Rico do Maranhão/MA.

PF realiza Operação Placebo no Rio de Janeiro e São Paulo

 

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A Polícia Federal madrugou nesta terça-feira (26), no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador do estado do Rio de Janeiro, na Zona Sul da cidade.

Determinada pelo Superior Tribunal de Justiça quinze equipes da PF realizam a Operação Placebo em vários endereços, entre eles no Leblon, na Zona Sul, e na Rua Professor Valadares, no bairro do Grajaú, Zona Norte, onde morava o governador antes de assumir o mandato.

“Operação Placebo que tem por finalidade a apuração dos indícios de desvios de recursos públicos destinados ao atendimento do estado de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (COVID-19), informa Nota divulgada da PF.

A operação que também está sendo realizada em São Paulo cumpre 12 mandados de busca e apreensão.

A operação ocorre 22 dias após a posse de Rolando de Souza para a diretoria-geral da Polícia Federal, após o Supremo Tribunal Federal (STF) suspender a nomeação de Alexandre Ramagem, delegado que é próximo dos filhos de Jair Bolsonaro, em especial de Carlos Bolsonaro.

Uma das primeiras ações de Rolando de Souza à frente da corporação foi justamente substituir o comando da PF no Rio de Janeiro.

Carlos Henrique Oliveira, superintende da PF no estado foi chamado por Souza para ocupar a diretoria-executiva da entidade, deixando vago o posto no Rio de Janeiro até esta segunda-feira (25), quando o delegado Tacio Muzzi Carvalho e Carneiro foi nomeado por Rolando de Souza.(Revista Fórum)

Ministro do STF quer apreensão dos celulares de Jair e Carlos Bolsonaro

 

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O ministro do STF, Celso de Mello, solicitou ao procurador-geral da República, Augusto Aras, pedidos de depoimentos e busca e apreensão do celular do presidenter Bolsonaro e de seu filho Carlos Bolsonaro.

Agora caberá a Augusto Aras analisar e enviar seu parecer a Celso de Melo. Em seguida o ministro determinará ou não a busca e apreensão.

“A indisponibilidade da pretensão investigatória do Estado impede, pois, que os órgãos públicos competentes ignorem aquilo que se aponta na “notitia criminis”, motivo pelo qual se torna imprescindível a apuração dos fatos delatados, quaisquer que possam ser as pessoas alegadamente envolvidas, ainda que se trate de alguém investido de autoridade na hierarquia da República, independentemente do Poder (Legislativo, Executivo ou Judiciário) a que tal agente se ache vinculado”, escreveu Ceso de Melo.

Ramagem se irrita com ligação de seu nome a vazamento na PF

 

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Alexandre Ramagem e a esposa, Rebeca, com jair Bolsonaro (Foto: Carolina Antunes/PR)

Amigo dos filhos do presidente, o delegado da Polícia Federal, Alexandre Ramagem, atual diretor da Agência Brasileira de Informação, teria se irritado com as especulações que ligam seu nome ao suposto vazamento a Flávio Bolsonaro de informações sobre a operação Furna da Onça, que investiga o esquema de rachadinhas no gabinete do então deputado estadual, que seria comandada pelo miliciano Fabrício Queiroz.

A pessoas próximas, Ramagem diz não ter qualquer relação com a ação por uma questão cronológica, segundo nota na coluna Painel, na edição desta terça-feira (19) da Folha de S.Paulo. Ramagem trabalhava em Brasília em 2018. Ele só começou a atuar na segurança do presidente no dia seguinte ao segundo turno das eleições.

A informação do vazamento foi revelada pelo empresário Paulo Marinho, um dos principais articuladores da campanha presidencial de Jair Bolsonaro.

Suspeito do vazamento, Ramagem diz que só conheceu Bolsonaro quando tornou-se segurança de sua campanha, no dia 29 de outubro de 2018. Ele diz que estava no Rio nesta data e teve que comprar um terno para se apresentar ao então presidente eleito.

Segundo Marinho, o vazamento da informação para Flávio Bolsonaro teria ocorrido entre o primeiro e o segundo turnos das eleições por um delegado da Polícia Federal que era simpatizante da candidatura do pai. (Revista Fórum)

Diretor da PF muda superintendente no Rio, como queria Bolsonaro

 

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Presidente Jair Bolsonaro e o delegado Rolando Alexandre de Sousa.novo diretor-geral da PF/Foto: Reprodução

Em depoimento à Polícia Federal no sábado, Sergio Moro falou várias vezes sobre o interesse de Jair Bolsonaro em trocar o superintendente da PF no Rio de Janeiro.

A posição era principal preocupação do presidente da República. Numa das mensagens a Moro, Bolsonaro enfático: “Quero o Rio.”

O novo diretor-geral da PF, Rolando Alexandre de Souza, após tomar posse hoje numa cerimônia convocada e realizada às pressas, já mudou o superintendente no Rio, que foi convidado para cargo na PF em Brasília. (O Antagonista)

Juiz Douglas de Melo denuncia ameaças de morte após determinar Lockdown

 

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Juiz Douglas de Melo Martins (Vara de Direito Difusos e Coletivos da Ilha de São Luís)/Foto: Reprodução

O juiz Douglas de Melo Martins disse nesta segunda-feira (4), na Rádio Mirrante AM em São Luís, que vem sofrendo ataques e ameças, inclusive de morte, nas redes sociais desde que a pedido do Ministério Público determinou o lockdown (bloqueio) em São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar, por causa do coronavírus, a partir de amanhã.

“.. as pessoas não respeitam, acham que podem só porque não concordam com a decisão de um juiz dizer que vão matá-lo como tem acontecido, basta abrir o meu Instagram e você vai ver lá. Uns dizendo que vão me bater e outros que vão me matar porque não concordam com a minha decisão. Olhem o grau de falta de civilidade, as pessoas não tem mais um equilíbrio, elas não sabem apenas discordar da decisão..”, desabafou o juiz,

De acordo com Douglas de Melo as ameaças não o intimidam e as providências estão sendo adotadas pela Polícia e Tribunal de Justiça contra os responsáveis.

“.. encaminhei as denúncias ao setor de segurança do Tribunal e eles já estão tomando providências em relação a isso. Estou absolutamente tranquilo, não estou preocupado nem um pouco com essas ameaças.., a polícia também está cuidando disso e adotará todas providências cabíveis..”, concluiu Douglas de Melo.

STF suspende nomeação do amigo da família Bolsonaro para Direção da Polícia Federal

 

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para a diretoria-geral da Polícia Federal.

“Diante de todo o exposto, nos termos do artigo 7º, inciso III da Lei 12.016/2016, DEFIRO A MEDIDA LIMINAR para suspender a eficácia do Decreto de 27/4/2020 (DOU de 28/4/2020, Seção 2, p. 1) no que se refere à nomeação e posse de Alexandre Ramagem Rodrigues para o cargo de Diretor-Geral da Polícia Federal”, diz trecho do despacho

Ramagem, que é amigo da família Bolsonaro, foi escolhido pelo presidente da República para chefiar a PF, em substituição a Maurício Valeixo.

A demissão de Valeixo por Bolsonro levou à saída do então ministro da Justiça Sergio Moro, que acusa o presidente de tentar interferir politicamente na Polícia Federal.

(Informação G1)