O senador Roberto Rocha (PSDB-MA), foi aplaudir e fazer plateia para Bolsonaro em Góias nesta sexta-feira (5). Depois de mais cem dias de pandemia no Brasil, atualmente com números de mortes e contaminação recordes pelo coronavírus no país, o governo federal entregou o 1º Hospital de Campanha.
O modo que o governo brasileiro tem agido em relação ao coronavírus foi criticado hoje até pelo presidente do EUA, Donald Trump, ‘queridinho’ do presidente Bolsonaro.
“Se você olhar para o Brasil.., que está seguindo o exemplo da Suécia, que também está passando por dificuldades terríveis… Se tivéssemos agido assim, teríamos perdido 1 milhão, 1,5 milhão, talvez 2,5 milhões de vidas ou até mais”, disse Trump.
Mas, o objetivo de Roberto Rocha em meio pandemia da Covid-19, na agenda presidencial, foi fazer média e tirar proveito político próprio. Não usou nem mascara.
Aproveitou para gravar um vídeo com Bolsonaro onde atacou indiretamente as ações contra o cornavirus no Maranhão, governado por Flávio Dino que o elegeu senador, e ainda, criticou os governadores do Nordeste, ao se referir a uma certa ‘lambança’ que teriam praticado. Tudo para agradar Bolsonaro.
Ao que parece o senador já não consegue controlar o desespero, frente a possibilidade real dos reveses políticos, que poderá sofrer nos proximos pleitos eleitorais no Maranhão.
O presidente Jair Bolsonaro retirou cerca de R$ 83,9 milhões, que seriam destinados ao Bolsa Família e beneficiariam cerca de 70 mil famílias, agora serão utilizados para bancar propaganda do governo.
A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), classificou de inacreditável a medida do governo Bolsonaro, “retirar R$ 83,9 milhões do Bolsa Família para gastar com propaganda”, questionou a senadora. O benefico atenderia famílias da Região Nordeste.
Já o deputado federal, Márcio Jerry, resaltou que o governo Bolsonaro faz questão de demonstrar todos os dias seu desprezo pelo povo.
É um governo, estimada Senadora, que todos os dias faz questão de demonstrar desprezo pelo nosso povo, a começar pelo desprezo genocida à saúde do povo. Uma lástima ! https://t.co/bgrcSh7Sqn
A medida de certa forma não surpreendeu, uma vez que tem sido recorrente reclamações de falta de atenção do governo Bolsonaro, com o Nordeste. O presidente Bolsonaro perdeu a disputa eleitoral de 2018, nos nove estados da Região. Após assumir a presidência declarou ‘guerra’ aos governadores.
O ex-bolsonarista, Alexandre Frota, deputado federal pelo PSDB-SP, agora adversário e critico implacáveis da família bolsonaro, nesta quinta-feira (28), motivado pela operação da PF contra fake news e ataques aos ministros do STF, fez uma convocação nas redes sociais para a batalha contra o presidente da república e seus aliados.
“Ontem a quadrilha digital começou a ser desmontada no Brasil” disse Frota no twitter.
Chamou atenção de muitos o fato de Alexandre Frota concordar com o ex-presidente Lula, que também no twitter, alertou para o risco e intensão de Bolsonaro em promover a ruptura democrática no Brasil.
Um aviso aos democratas do Brasil: os golpistas já colocaram o pé na nossa varanda. Se não houver reação, eles arrombarão a nossa porta.
Presidente Jair Bolsonaro e os governadores João Dória (São Paulo) e Wilson Witzel (Rio de Janeiro)/Foto: Reprodução
A Operação Placebo em andamento no Rio de Janeiro e São Paulo nesta terça-feira (26), estados comandados respectivamente por Wilson Witzel (PSC) e João Dória (PSDB), está sendo vista com desconfiança por alguns setores da sociedade e meios políticos.
Witzel e Dória se transformaram durante a pandemia, entre os governadores, dois dos principais adversários de Jair Bolsonaro.
O objetivo da Operação é investigar contratos para construção de Hospitais de Campanha. Não há mandados de prisão, apenas buscas e apreensões.
O presidente Jair Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada na manhã de hoje comemorou a operação no Rio e São Paulo.
“Parabéns à Polícia Federal. Fiquei sabendo agora pela mídia. Parabéns à Polícia Federal, tá ok?”, disse Bolsonaro.
A ação ocorre em meio o imbróglio, principalmente na Superintendência da PF no Rio de Janeiro , e também após o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, dizer no programa Fantástico da Globo, no último domingo (24), que o governo Bolsonaro não tem interesse em combate à corrupção.
Principal alvo da operação o governador do Rio, Wison Witezel, disse que se há irregularidades no objeto da ação não tem participação dele. Chamou de estranho a operação ser antecipada por uma deputada ligada ao presidente, e que a interferência de Bolsonaro na Polícia Federal está ‘oficializada’.
“..Estranha-me e indigna o fato de que deputados bolsonaristas tenham anunciado em redes sociais uma operação da Polícia Federal direcionada a mim, o que demonstra que houve vazamento, com a construção de uma narrativa que jamais se confirmará (..) A interferência anunciada pelo presidente da república está devidamente oficializada..”, destacou Witezel.
O deputado federal, Márcio Jerry, vice-líder do PCdB na Câmara, nas redes sociais disse que o Brasil conheceu ‘a nova porta voz’ da PF. Se referindo à deputada Carla Zambelli, que ontem antecipou a operação contra alguns governadores.
Brasil conheceu ontem e teve confirmação hoje de uma nova “função” : a de porta voz informal de operação da PF. Com direito a antecipar em um dia o anúncio da operação. A porta voz é a deputada @CarlaZambelli38 , da intimidade do presidente @jairbolsonaro .
O Secretário de Saúde no Maranhão, Carlos Lula, na sua conta no twitter chamou de “abjeto o uso, para fins políticos-eleitorais, instituições tão relevantes”. O secretário utilizou o áudio da deputada federal, Carla Zambelli (PSL-SP), uma especie de ‘relações públicas’ do governo Bolsonaro, para corroborar sua desconfiança quanto utilização da PF para fins nada republicanos.
Um escárnio instrumentalizar dessa forma os órgãos de controle e investigação do país.
Abjeto o uso, para fins politico-eleitorais, de instituições tão relevantes para o país.
O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), considera grave o vazamento da operação da PF feito pela aliada de Bolsonaro, a deputada federal Carla Zambeli. De acordo com ele, a parlamentar bolsonaristta precisa ser investigada e explicar no Congresso o que está acontecendo.
O vazamento de informações privilegiadas sobre operações da PF à deputada Carla Zambelli, aliada de Bolsonaro, tem que ser investigado e nós exigimos explicações ao Congresso. Ontem a parlamentar disse numa rádio que haveria ações contra governadores. Como sabia disso?
O governador do Maranhão, Flávio Dino, comparou o vídeo da reunião ministerial do presidente Bolsonaro do dia 22 de abril, com um encontro de ‘milicianos’. De acordo com ele, foram teses e práticas tipicas desse tipo de organização que pautaram a reunião.
Flávio Dino também comentou a postura da cupula do governo federal que considerou a possibilidade de investigação do presidente absurda. Segundo Dino, todos presidente desde 1985 foram alvos de investigações, inclusive a Câmara e Senado, também foram submetidas a ações da polícia e Justiça.
“Teses e práticas milicianas: sistema paralelo de “informações”, armar a população para fins políticos e destruir todas as instituições do Estado: governadores, prefeitos, Supremo, bancos públicos etc (..) Todos os presidentes após 1985 enfrentaram investigações e ações judiciais durante os seus mandatos. Ministros foram investigados e houve operações de busca e apreensão na Câmara e no Senado. Ninguém ameaçou com “intervenção militar”. Só essa gente que atualmente está no poder”, Flávio Dino, governador Maranhão.
Sérgio Moro, ex-Juiz da Lava Jato e Ministro da Justiça de Bolsonaro/Foto: Reprodução
O ex-juiz e ministro Sérgio Moro não perdeu tempo e nesta quarta-feira (20), após 24 horas de declarações polêmicas de Bolsonaro e Lula em relação ao coronavírus, pegou carona na repercussão para entrar no debate e tirar algum lucro político.
Moro deve está prevendo a volta do assunto voltar ser explorado no Jornal Nacional na noite de hoje, e já preparou uma fala em oposição a Bolsonaro e Lula. Para quem vive dizendo que nunca teve interesse em disputa política, o ex-juiz da Lava Jato e ministro de Jair Bolsonaro, parece ter resolvido botar a campanha na rua.
O coronavírus não é piada nem é algo positivo. Cuide-se! O número de mortes passou de mil por dia e continua subindo. Solidariedade às famílias.
Ontem ao participar de uma entrevista numa live o presidente Bolsonaro fez ‘piada’ com uso da cloroquina, no dia que o Brasil registrou em 24 horas,1.179 óbitos por covid-19. Disse o presidente, “quem for de direita toma cloroquina, quem for de esquerda toma tubaína” .
Já o ex-presidente Lula, que se desculpou hoje pelo que ele chamou de “frase infeliz”, também durante uma entrevista à Carta Capital, disse “.. ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus. Porque esse monstro está permitindo aos cegos enxergarem que apenas o Estado é capaz de dar soluções para determinadas crises..”
Abraham Weintraub (ministro Educação) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores)/Foto: Reprodução
O ministro Celso de Mello do STF, deverá assistir nesta segunda-feira (18), o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, apontada pelo ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, importante para ratificar denuncia do suposto interesse do presidente Bolsonaro em interferir na Polícia Federal, de acordo com denuncia do ex-ministro.
Porém, o vídeo considerado de conteúdo ‘devastador’, complica outros participantes da reunião. Entre eles, Abraham Weintraub (ministro da Educação) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores).
Segundo O Antagonista com base em informações da Crusoé , se a integra do vídeo for divulgado, a situação de Weintraub e Araújo se tornará muito complexa. Um seria preso e outro cairia, segundo uma fonte com transito no Palácio do Planalto.
“Se publicarem esse vídeo na íntegra, Weintraub vai preso por ordem do Supremo e Ernesto cai”.