‘Amigo sincero’ ajudaria Bolsonaro a evitar crises externas, diz Dino

 

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Flávio Dino, governador do Maranhão/Foto: Reprodução

BRASÍLIA  –  O governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), disse nesta quinta-feira que espera que o presidente Jair Bolsonaro tenha um “amigo sincero” perto dele para que o alerte sobre os riscos de se produzir incidentes internacionais “todos os dias.”

A afirmação faz referência às recorrentes trocas de farpa protagonizadas por Bolsonaro com líderes de outros países e órgãos internacionais. Ontem, o presidente atacou a líder chilena Michelle Bachelet.

“Espero que [Bolsonaro] tenha algum amigo sincero perto dele. Não é algo correto todos os dias produzir incidentes internacionais. Não ajuda o Brasil. Digo isso como um autêntico patriota que acredita no Brasil”, afirmou.

Dino falou sobre o assunto durante debate promovido pelo Conselho das Américas, organização empresarial norte-americana cujo objetivo é promover o livre comércio no continente.

Ao ser questionado, numa escala de 0 a 100, em qual medida as declarações do presidente Bolsonaro atrapalham a atuação de investidores no país, Dino enfatizou: “100”. Já o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), que também participou do evento, optou por uma resposta mais política.

“Questões políticas sempre interferem mas não são uma peculiaridade do Brasil. Declarações do Trump também [atrapalham]. O Reino Unido tem vivido um conflito político enorme em função do Brexit. E tem a Itália, que não consegue sustentar um governo. A democracia é um enorme desafio que, nos tempos atuais, com redes sociais, torna ainda mais instável a relação entre representantes e representados”, respondeu.

(Informações Valor Econômico)

Bolsonaro despreza lista tríplice e indica Augusto Aras para PGR

 

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Augusto Aras?Foto: Reprodução

Acabou nesta quinta-feira (5), a espera do indica de Jair Bolsonaro para substituir Raquel Dodge na PGR (Procuradoria Geral da República), trata-se do sub-procurador Antonio Augusto Brandão de Aras, seu nome constará numa edição especial do Diário Oficial da União.

Augusto Aras para assumir a PGR terá que passar pela sabatina no Senado e conter a forte resistência que sofre na categoria. Ele poderá se tornar o primeiro ocupante do cargo desde 2003, fora da lista tríplice formada pelos escolhidos do colégio de procuradores.

Publicamente Aras se define como conservador e está no Ministério Público desde 1987.

Perfil

Atualmente é subprocurador-geral da República, especializado nas áreas de direito público e direito econômico. Tem 60 anos. Nasceu em Salvador (BA).

Entrou no Ministério Público Federal (MPF) em 1987, antes da promulgação da Constituição Federal.

Ele é doutor em direito constitucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2005); mestre em Direito Econômico pela Universidade Federal da Bahia (2000); bacharel em Direito pela Universidade Católica do Salvador (1981). E  professor da Universidade de Brasília (unB)

Como subprocurador, atuou nas câmaras das áreas constitucional, penal, crimes econômicos e consumidor. É o atual coordenador da 3ª Câmara da PGR, que cuida de temas econômicos.

Revista Veja revela que o Brasil esteve à beira de uma Convulsão Social, o ápice seria 10 de Abril

 

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Dias Toffoli: “O Supremo deve ter esse papel moderador, oferecer soluções em momentos de crise” (Cristiano Mariz/VEJA)

Matéria publicada nesta sexta-feira (9), pela revista Veja, revela que uma ação iniciada pelo ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), barrou um provável  impeachment  do presidente Jair Bolsonaro.

Na entrevista, Dias Toffoli, conta que costurou um acordo nos primeiros meses do ano com os presidentes da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Foram várias encontros e temas tratados, entre eles, um movimento pró-impeachment de Bolsonaro e julgamentos que poderiam resultar na libertação de Lula.

De acordo com o ministro Toffoli, estava em andamento um processo de convulsão social no país. Havia insatisfação de militares, classe política e de empresários, incomodados com a forma que o presidente Bolsonaro começou conduzir o país.

Veja aqui a entrevista com Dias Toffoli

‘Bolsonaro devia fazer conta ao invés de ficar falando besteiras na rua’ diz Weverton Rocha

 

Senador Weverton Rocha
Senador Weverton Rocha (PDT)/Foto: Reprodução

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), durante a sessão ordinária desta terça-feira (6), a primeira após o recesso parlamenta, contribuiu para fazer coro às críticas a Bolsonaro, por senadores do Nordeste.

Para ele, enquanto Bolsonaro fica falando besteiras e dividindo o país ainda mais, questões sérias e importantes para o Brasil continuam sem avançar.

“.. impressiona como o presidente Bolsonaro trata toda uma reunião, como se achasse que apenas apertando um botão poderia dizer esqueça-os. Vamos anulá-los, tirá-los da Federação. O presidente Bolsonaro.., primeiro tem que fazer contas antes de ficar falando besteira no meio da rua. Ele precisa lembrar que no Senado o Norte e Nordeste somam 48 senadores, o suficiente para barrar qualquer coisa. Mas, não faremos porque temos responsabilidade..”, disse Weverton Rocha.

Erro
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Flávio Dino diz que não é porque Bolsonaro não gosta dele, que deixará de recebê-lo no MA

 

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Foto: Reprodução

O governador, Flávio Dino (PCdoB), após o presidente Jair Bolsonaro declarar seu ressentimento e preconceito com o Nordeste, de modo particular ao Maranhão, fez Flávio Dino passar ser presença mais frequente no noticiário político nacional.

Em entrevista ao Site Congresso Em foco, publicada neste sábado (27), Flávio Dino, fala sobre as declarações de Bolsonaro e sobre a possibilidade de recebê-lo no Maranhão. Para ele, não há nenhum problema em cumprir agenda ao lado de Bolsonaro.

“..não é porque ele não gosta de mim que vou deixar de cumprir o juramento que fiz de defender meu estado”, acrescentou Flávio Dino.

Questionado ainda sobre a declaração do presidente Bolsonaro, sobre a polemica envolvendo os governadores do Nordeste, ele disse que acredita que o presidente tem dado declarações polêmicas como essa apenas para ocupar a agenda pública com conflitos e, assim, esconder a falta de resultados do governo federal.

Eliziane Gama pedirá explicações no Senado sobre fala de Bolsonaro em relação ao MA e PB

 

Plenário do Senado
Senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA)/Foto: Reprodução

No inicio da noite desta sexta-feira (19), a senadora Eliziane Gama, reagiu nas redes sociais em tom de indignação em relação a fala do presidente Bolsonaro na manhã de hoje em relação ao Maranhão e a Paraíba. A senadora disse que pedirá explicações através do Senado sobre  o que quis dizer o presidente Bolsonaro com a frase “nada para o Maranhão e Paraíba”.

boicote ma

Durante café da manhã oferecido hoje a correspondentes internacionais em Brasília o presidente Bolsonaro determinou uma especie de ‘boicote’ aos governadores do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) e da Paraíba, João Azevedo (PSB).

Antes da conversa com os jornalistas Jair Bolsonaro falou rapidamente com o ministro Chefe da Casa Civil, Onix Lerenzoni, a respeito dos dois governadores que foi capitado pelo sistema de som.

“O governador da Paraíba é pior que esse do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”, afirmou Bolsonaro.

Nas redes sociais Flávio Dino se posicionou sobre a fala do presidente Bolsonaro. O governador do Maranhão disse que conhece a Constituição e que independente de opiniões pessoais o presidente tem que respeitar os entes federados.

‘Independentemente de suas opiniões pessoais, o presidente da República não pode determinar perseguição contra um ente da Federação. Seja o Maranhão ou a Paraíba ou qualquer outro Estado. “Não tem que ter nada para esse cara” é uma orientação administrativa gravemente ilegal’, alertou Flávio Dino.

Abaixo o vídeo do café da manhã.