NOTA PÚBLICA: MP-MA sobre denúncia do vereador Paulo Vitor

O Ministério Público do Maranhão, se pronunciou por meio de nota pública, nesta quarta-feira, dia 6, sobre as sérias e graves denúncias do vereador Paulo Vitor, presidente da Câmara Municipal de São Luís, contra o promotor de Justiça Zanony Passos Filho.

Tendo em vista as declarações feitas no dia 04/12/2023, pelo presidente da Câmara Municipal de São Luís, Paulo Victor Melo Duarte, durante a Sessão Ordinária no Parlamento Municipal, o Ministério Público do Estado do Maranhão vem informar:

O vereador noticiou ter sofrido extorsão por um Promotor de Justiça que teria lhe solicitado valores em dinheiro e cargos públicos para pessoas por ele indicadas, em troca de cessar investigações em desfavor de vereadores de São Luís. Além disso, declarou que teve acesso a decisão judicial sigilosa em que figura no polo passivo como alvo de medidas de busca e apreensão e prisão requeridas pelo Ministério Público.

Em relação à conduta imputada a membro desta instituição, importa dizer que o Ministério Público zela pela legalidade, moralidade e probidade, razão pela qual já estão sendo adotadas as providências para apuração nas searas administrativa, cível e criminal.

Convém esclarecer que, embora a fala do Presidente da Câmara Municipal tenha buscado relacionar a conduta do Promotor de Justiça à Operação Véu de Maquiavel, deflagrada em 10/08/2023, no bojo de investigação criminal presidida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas – GAECO, não existe qualquer conexão entre tais fatos, uma vez que o procedimento investigatório criminal conduzido pelo GAECO não foi originado a pedido do Promotor de Justiça, assim como não há qualquer participação deste no curso da investigação.

A atribuição do Promotor de Justiça apontado pelo presidente da Câmara Municipal está relacionada à apuração de atos de improbidade no âmbito da sua Promotoria, já o GAECO atua na investigação de organizações criminosas, tratando-se, portanto, de atuações distintas e independentes.

Surpreende que o denunciante tenha afirmado que a relação com o Promotor de Justiça teve início quando assumiu o cargo de Secretário Estadual de Cultura, contudo somente agora esteja dando conhecimento às instituições responsáveis por apurar a conduta.

Em entrevista à imprensa, ao ser questionado pela demora em denunciar o Promotor, Paulo Victor respondeu que não foi envolvido na 1ª operação do GAECO e, só depois de tomar conhecimento da existência de investigação em torno de sua pessoa, como presidente da Câmara, levou a situação a público.

Outrossim, Paulo Victor Melo Duarte confessou ter nomeado duas pessoas para cargos na Câmara Municipal por exigência do Promotor de Justiça, para que fossem “resolvidas” as investigações, pessoas estas que nunca compareceram para trabalhar. O recebimento da promessa caracteriza, em tese, crime de corrupção passiva por parte do Chefe do Parlamento Municipal. Anote-se que ele não esclareceu quem são as pessoas nomeadas e porque foram mantidas nos cargos sem exercê-los.

O presidente da Câmara de São Luís também não explicou como teve acesso a uma decisão judicial sigilosa, quem lhe forneceu e porque, ao tomar conhecimento do vazamento, novamente não comunicou às autoridades a quem compete apurar possível delito de violação de sigilo por funcionário público, e ainda utilizou o documento obtido por meio ilícito em favor próprio, o que deverá ser objeto de investigação criminal.

Vale informar à sociedade maranhense que desde 2019 o Ministério Público apura ilegalidades na destinação de recursos de emendas parlamentares por vereadores de São Luís, já tendo sido oferecidas quatro denúncias, parte das quais, figura como acusado Ney Almeida Duarte, irmão do Presidente da Câmara, além de outras pessoas ligadas a vereadores, por integrarem organização criminosa voltada para o desvio e apropriação desses recursos (Processos n. 0829110-23.2021.8.10.0001, 0849669-98.2021.8.10.0001, 0849519- 20.2021.8.10.0001 e 0802338-86.2022.8.10.0001).

Assim, o Ministério Público tem atuado de forma contínua no sentido de responsabilizar os envolvidos no desvio de dinheiro público, de igual forma atuará em face de quaisquer integrantes desta Instituição que violem a lei, mas vê com preocupação a atuação do Chefe da Casa Legislativa de São Luís que admitiu expressamente ter nomeado pessoas em troca de obstar investigações, bem como ter contribuído para vazamento de decisão sigilosa, embaraçando, assim, apuração de infrações que envolvem organização criminosa.

Iracema denuncia suposta manipulação política do prefeito de Barreirinhas

A deputada Iracema Vale (PSB), presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, denunciou nesta terça-feira, dia 24, o prefeito de Barreirinhas por suposta manipulação política, no que diz respeito à pauta em defesa da preservação da região dos Lençóis Maranhenses.

A parlamentar rebateu declarações do prefeito ao seu respeito e afirmou que toda a sua vida pública sempre foi pautada, na verdade.

“O povo de Barreirinhas está sofrendo e eu não posso e não vou me calar. Sempre pautei a minha vida pública, na verdade, tanto que sou conhecida no meu município, na minha região, como uma política de palavra. Até aqueles que não gostam da forma como eu faço a minha política me têm respeito porque tenho compromisso e palavra (…) Há uma área que foi degradada, devastada e que, supostamente, serviria para um plantio de monocultura de eucalipto ou de soja. Até aí tudo tranquilo, porque manifestar defesa e interesse pela causa ambiental eu também o faço e o fiz por meio de lei aqui nesta Casa. Mas, daí usar maldosamente este passeio para manipular o pensamento das pessoas e induzi-las a pensar que aquele ambiente de devastação é defendido pela deputada Iracema Vale e que é responsável por aquela devastação, aí já é demais”, rebateu a parlamentar.

A deputada Iracema Vale, também avaliou de forma positiva reunião com o presidente da Emap sobre o sistema de transporte por ferryboats; destaca entrega de equipamentos para Procuradorias da Mulher de Câmaras Municipais; repercute presença da ministra Margareth Menezes em São Luís.

Paulo Vitor denuncia prováveis ilícitos na SEMCAS em São Luís

O vereador Paulo Vitor (PCdoB), futuro presidente da Câmara Municipal de São Luís, usou as redes sociais neste fim de semana, para anunciar que na sessão do legislativo da capital , segunda-feira, dia 28, a população tomará conhecimento de várias denuncias na SEMCAS (Secretaria Municipal de Assistência Social), envolvendo um suposto esquema em contratos e licitações com idicios de ilícitos.

“…São quase R$ 2 milhões em 4 contratos firmados em menos de seis meses. Em todos eles, há indícios de favorecimento com termos de referência e todo o conteúdo do contrato já acordados e antecipadamente repassados de forma ilícita, com vínculo direto e comprovado com gestor da pasta…”, destaca o vereador Paulo Vitor.

Os vereadores pretendem convocar a gestora da pasta para prestar os esclarecimentos sobre a denuncia.

O caso que deverá ser detalha na sessão da Câmara de Vereadores, como anunciou o vereador Paulo Vitor, reforçará a péssima relação entre a gestão do prefeito Eduardo Braide (PSD), com os vereadores da capital. Na sessão da última quinta-feira, dia 24, os vereadores Astro de Ogum e Raimundo Penha por muito pouco não chegam às vias de fato por causa do não comparecimento de quatro secretários que foram convocados pela Câmara Municipal para prestarem esclarecimentos sobre as emendas impositivas , as quais tem direito os vereadores, e que não foram liberadas.

Concurso da AL-MA: Othelino cancela contrato com a CEPERJ

O deputado Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, anunciou nesta sexta-feira, dia 22, o cancelamento do contrato com a Fundação CEPERJ, que realizou a 1ª etapa do concurso do Poder Legislativo Estadual, cancelada após graves denuncias de fraude.

“Mediante nossa decisão de anular a primeira etapa do concurso da Assembleia Legislativa e, com base em recomendação do MP/MA, a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa decidiu rescindir o contrato com a Fundação CEPERJ (..) Ato contínuo, determinei a contratação de nova banca organizadora, garantindo a manutenção de todas as inscrições deferidas no concurso (..) Reafirmamos nosso compromisso com a transparência e isonomia na condução do concurso da Assembleia Legislativa, a fim de selecionar os candidatos mais capacitados para integrar o quadro de pessoal deste Poder”, anunciou Othelino Neto.

Denuncias de corrupção coloca governo Bolsonaro no ‘olho do furacão’

Da Folha de SP

Caiu como uma bomba a denuncia publicada na Folha de SP, que o governo Bolsonaro, através do Ministério da Saúde, negociou a compra de vacinas contra a Covid-19 em troca de propina.

Um representante da empresa Davati Medical Supply disse que recebeu a proposta de pagamento de US$ 1 (dolar) por dose para assinar o contrato.

“.. não avança dentro do ministério se agente não compusesse com o grupo, que existe um grupo que trabalha só dentro do ministério, se a gente conseguisse algo a mais tinha majorar o valor da vacina, que a vacina teria queria que ter um valor diferente do que da proposta que a gente tava propondo..”, disse o representante da empresa.

Mensagens da negociação teriam sido realizadas entre Roberto Ferreira Dias (diretor de logística do Ministério da Saúde), Herman Cardenas (que aparece como CEO da empresa) e Cristiano Alberto Carvalho, que se apresenta como procurador dela.

Lobão se livra de denúncia por corrupção, mas o filho Márcio não

O juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da Justiça Federal de Brasília, declarou extinta a punibilidade do ex-ministro Edison Lobão e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado por suposto recebimento de propina.

Ele considerou que a acusação contra eles por corrupção prescreveu, o que, na prática, livra ambos da denúncia. O prazo de prescrição cai para a metade para quem tem mais de 70 anos, como é o caso de Lobão e Machado.

Os dois foram acusados de receberem vantagens indevidas de R$ 12 a R$ 14 milhões do grupo Estre e da NM Engenharia, em razão de contratos fechados com a estatal entre 2008 e 2014.

O juiz também considerou que não há provas de que os empresários Wilson Quintella Filho, do Estre, e Nelson Maramaldo, da NM, ofereceram propina para obter os contratos.

Ele aceitou, no entanto, a denúncia contra Márcio Lobão, filho do ex-ministro, pelo crime de lavagem de dinheiro, em razão da compra de obras de arte com dinheiro repassado pela Estre, segundo o Ministério Público Federal. (O Antagonista)

MP denunciará acusados de assassinarem os pais do deputado Cleber Verde

A denuncia que o Ministério Público Estadual apresentará contra os acusados de assassinarem os pais do deputado federal, Cleber Verde, será detalhada à imprensa na manhã desta sexta-feira (11), na sede das Promotorias, no bairro do Calhau.

Participarão da apresentação os promotores de Justiça: Jorge Luis Ribeiro de Araújo, Frederico Bianchini Joviano dos Santos, Reinaldo Campos Júnior e Igor Adriano Trinta Marques.

Graça Cordeiro Mendes e Jesuíno Mendes foram assassinados na própria propriedade do casal no último dia 14 de julho, no município Turiaçu.

Ramagem se irrita com ligação de seu nome a vazamento na PF

 

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Alexandre Ramagem e a esposa, Rebeca, com jair Bolsonaro (Foto: Carolina Antunes/PR)

Amigo dos filhos do presidente, o delegado da Polícia Federal, Alexandre Ramagem, atual diretor da Agência Brasileira de Informação, teria se irritado com as especulações que ligam seu nome ao suposto vazamento a Flávio Bolsonaro de informações sobre a operação Furna da Onça, que investiga o esquema de rachadinhas no gabinete do então deputado estadual, que seria comandada pelo miliciano Fabrício Queiroz.

A pessoas próximas, Ramagem diz não ter qualquer relação com a ação por uma questão cronológica, segundo nota na coluna Painel, na edição desta terça-feira (19) da Folha de S.Paulo. Ramagem trabalhava em Brasília em 2018. Ele só começou a atuar na segurança do presidente no dia seguinte ao segundo turno das eleições.

A informação do vazamento foi revelada pelo empresário Paulo Marinho, um dos principais articuladores da campanha presidencial de Jair Bolsonaro.

Suspeito do vazamento, Ramagem diz que só conheceu Bolsonaro quando tornou-se segurança de sua campanha, no dia 29 de outubro de 2018. Ele diz que estava no Rio nesta data e teve que comprar um terno para se apresentar ao então presidente eleito.

Segundo Marinho, o vazamento da informação para Flávio Bolsonaro teria ocorrido entre o primeiro e o segundo turnos das eleições por um delegado da Polícia Federal que era simpatizante da candidatura do pai. (Revista Fórum)