Maia diz que Governo Bolsonaro é um ‘deserto’ e não tem projeto para combater pobreza

 

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Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia/Foto: Reprodução

Em entrevista ao Jornal O Estado de SP, publicada neste sábado (23), o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou criticar duramente o governo Bolsonaro. Para ele, com exceção dos projetos da Previdência e de Sérgio Moro, o governo é um ‘deserto’.

Rodrigo Maia chamou novamente atenção do ativismo excessivo de Bolsonaro no twitter. Segundo ele, o Brasil precisa ir para vida real e o presidente ao invés de se limitar em ficar criticando a esquerda, deveria fazer seu governo de direta apresentar alguma alternativa para enfrentar problemas graves do país, por exemplo: a extrema pobreza e o desemprego.

“Precisamos que o país volte a ter projeto. Qual é o projeto do governo Bolsonaro, fora a Previdência? Fora o projeto do ministro [Sérgio] Moro? Não se sabe. Qual é o projeto de um partido de direita para acabar com a extrema pobreza? Criticaram tanto o Bolsa Família e não propuseram nada até agora no lugar.”

“O Brasil precisa sair do Twitter e ir para a vida real. Ninguém consegue emprego, vaga na escola, creche, hospital por causa do Twitter.”

Senado vai ouvir Bebianno sobre ‘laranjal do PSL’ e exoneração

 

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O presidente da comissão, Rodrigo Cunha, e o senador Randolfe Rodrigues, autor do requerimento/Foto: Marcos Oliveira

O ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, deverá esclarecer aos senadores da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) as denúncias feitas pela imprensa sobre o uso de candidaturas “laranja” para desvio de recursos eleitorais.

O convite foi aprovado nesta terça-feira (19) pelos integrantes da comissão. Foram 6 votos favoráveis e 5 contrários. Ainda não há data para a vinda do ex-ministro.

Para o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do requerimento, Bebianno também precisa dar informações sobre os fatos que levaram a sua exoneração e, principalmente, esclarecer as declarações feitas à imprensa sobre seu trabalho na campanha eleitoral que elegeu o presidente Jair Bolsonaro. Ele era presidente do PSL à época.

Da Agencia Senado

Márcio Jerry protocola convocação para General explicar ‘espionagem’

 

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Deputado Federal Marcio Jerry (PCdoB-MA)

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA), protocolou nesta terça-feira (12), junto a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, requerimento convocando o General Augusto Heleno (Ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República), para esclarecer a denuncia de ‘espionagem’ publicada no Jornal O Estado de São Paulo, no último domingo (10).

De acordo com a publicação o governo federal através da Agência Brasileira de Informações (ABIN)  realizou ‘espionagem’ de atividades de membros da CNBB (Conferencia Nacional do Bispos do Brasil), em Belém, Manaus, Marabá e sudoeste de Boa Vista. Ainda segundo a denuncia o governo Bolsonaro vê a Igreja Católica como sua potencial opositora.

para o deputado Marcio Jerry a denuncia da atividade é gravíssima, por essa razão tomou a iniciativa de solicitar a convocação do general Augusto Heleno para prestar os esclarecimento à Câmara Federal. Difícil será ser aprovado, considerando o número de apoiadores do governo Bolsonaro no Congresso.

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João Dória aproveita para tietar Sérgio Moro no Encontro dos Governadores

 

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Governador eleito de São Paulo, João Dória, e o futuro ministro da Justiça, Sergio Moro/Foto: José Cruz

A segunda reunião dos governadores eleitos e reeleitos realizada nesta quarta-feira (12), na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, reuniu 23 governadores e dois vices. Participaram Dias Toffoli (Presidente do STF) e Sérgio Mouro, futuro Ministro de Justiça no governo Bolsonaro.

Mas, não foi apenas a Segurança Pública, pauta central do encontro dos governadores que chamou atenção dos presentes. A tietagem e bajulação ao futuro Ministro da Justiça, Sérgio Mouro, teve destaque à parte.

O governador eleito de São Paulo, João Dória (PSDB), comandou os afagos ao ex-juiz da Lava-Jato, não faltou nem selfie para postar nas redes sócias. Para alguns observadores mais atentos e críticos, o governador do estado mais rico e poderoso da federação deveria ter adotado uma postura menos subserviente.

Escolhido para Ministério do Meio Ambiente é investigado pelo MP-SP

 

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Advogado Ricardo de Aquino Salles, de 43 anos, escolhido para o Min. Meio Ambiente/Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro anunciou neste domingo(9), o 22º ministro do seu governo. Dessa vez o ministério contemplado é o do Meio Ambiente. O escolhido é o advogado Ricardo Aquino Salles, 43 anos.

O próximo ministro da pasta, é mais um do novo governo que chega sob forte polêmica. Ricardo Aquino responde desde maio de 2017, uma ação civil pública ambiental e improbidade administrativa de iniciativa do Ministério Público de São Paulo.

Ricardo Salles que se integra nesta segunda-feira (10), à equipe de transição do governo Bolsonara, era secretário do Meio Ambiente no governo de Geraldo Alckmin (PSDB), quando foi iniciada a investigação. Ele teria favorecido empresas de mineração na escolha do mapa de zoneamento do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Tietê.

Ele concorreu a uma das vagas para Câmara Federal nas eleições deste ano, mas não obteve exito. Ao confirmar a sua participação oficialmente no governo Bolsonaro disse que defenderá o Meio Ambiente.

“Defender o meio ambiente e respeitar todos os setores produtivos do Brasil é o que sintetiza muito nosso sentimento”, Ricardo Salles.