Flávio Dino e Bolsonaro voltam se encontrar na reunião com governadores da Amazônia Legal

 

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Foto: Reprodução

Governadores da Amazônia Legal se reunirão na manhã desta terça-feira (27), com o presidente Bolsonaro. O objetivo será discutir e encontrar saídas para o problema envolvendo a Amazônia. A reunião acontece no Palácio do Planalto às 10h,

“Melhor modo de defender a indeclinável soberania nacional sobre a Amazônia é exercê-la em sua plenitude, cuidando bem do que é nosso. Para tais cuidados serem efetivos, a ajuda internacional pode ser útil. Não há razão para recusá-la apenas por extremismo ou por brigas pessoais”, destaca Flávio Dino.

A agenda sobre Amazônia colocará novamente o presidente Bolsonaro (PSL) e o governador Flávio Dino (PCdoB) frente a frente. De posições políticas e ideológicas antagônicas o reencontro está causando certa expectativa.

Participam da reunião os governadores do Maranhão, Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Mato Grosso.

A avaliação negativa do governo Bolsonaro saltou de 19% para 39,5%

 

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Presidente Jair Bolsonaro/Foto: Reprodução

SÃO PAULO – Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira (26) mostra avaliação negativa do governo Jair Bolsonaro. O percentual saltou de 19% em fevereiro para 39,5% este mês. Enquanto isso, a avaliação positiva caiu de 38,9% para 29,4% no mesmo período de tempo.

No caso da avaliação pessoal de Jair Bolsonaro, a aprovação recuou de 57,5% para 41%, enquanto a desaprovação do presidente foi de 28,2% para 53,7% entre fevereiro e agosto.

Enquanto isso, apenas 9,5% dos entrevistados acreditam que o presidente está cumprindo totalmente suas promessas de campanha, enquanto outros 45,4% afirmam que ele está cumprindo em partes. Outros 40% dizem que Bolsonaro não está cumprindo suas promessas. 5,1% não souberam ou não responderam.

No caso da relação com o Congresso, 31,6% das pessoas afirmam que o presidente tem conseguido uma boa articulação para aprovar temas importantes para o País, enquanto 55,6% acham que ele não está conseguindo articular as propostas. 12,8% não souberam ou não responderam.

Segundo a pesquisa, entrevistados apontaram Saúde (54,7%), Educação (49,8%) e Emprego (44,2%) como os maiores desafios do atual governo. Dentre as onze opções apresentadas, os entrevistados deixaram Energia (2,0%), Saneamento (3,1%) e Transporte (3,5%) como os menores desafios.

Sobre o desempenho do governo em diferentes setores, a pesquisa coloca o Combate à Corrupção (31,3%), Segurança (20,8%) e Redução de cargos e ministérios (18,5%) como as áreas que o governo melhor atuou nestes oito meses.

Por outro lado, Saúde (30,6%), Meio Ambiente (26,5%) e Educação (24,5%) foram apontados pelos entrevistados como as áreas de pior desempenho de Bolsonaro.

Permanência de Sérgio Moro no governo Bolsonaro está por um fio

 

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Foto: Reprodução

247 – O ex-juiz Sergio Moro está com os dias contados no governo federal. É o que indica reportagem publicada neste sábado pelo jornalista Jailton Carvalho, no jornal O Globo, sob o título “O gatilho do desgaste”.

Segundo Carvalho, Jair Bolsonaro decidiu inviabilizar a permanência de Moro no governo depois que o ex-juiz procurou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, para pedir que ele revisse uma decisão que impede investigações que usem dados do Coaf, órgão de controle financeiro, sem autorização judicial. A decisão de Toffoli foi interpretada como uma medida que blinda o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), envolvido no caso Queiroz.

“Desde que soube do pedido de Moro a Toffoli e a outros ministros do STF, Bolsonaro decidiu inviabilizar a presença do ministro no governo. Os dois já vinham tendo alguns desentendimentos desde o início do ano. O pedido foi a gota d’água. A petição para suspender investigações iniciadas com base em relatórios detalhados do ex-Coaf fora feita pelo advogado Frederik Wassef em nome do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente”, escreveu Carvalho.

Como Moro foi a Toffoli para reverter a medida, Bolsonaro, que na prática atua para estancar a sangria da corrupção, teve uma reunião duríssiima com Moro no dia 28 de julho. “Se o senhor não pode ajudar, por favor não atrapalhe”, disse ele ao ex-juiz no momento mais tenso da reunião. o final, o ministro deixou o Alvorada com o semblante carregado. Dias depois, Bolsonaro foi informado de que Moro, mesmo após o tenso diálogo, continuava fazendo gestões em favor da revisão da decisão de Toffoli. No mesmo instante, o presidente resolveu que ampliaria a beligerância contra o ministro da Justiça.

Desde então, Moro tem sofrido sucessivas derrotas. Perdeu o Coaf para o Banco Central e assiste calado à intervenção de Bolsonaro na Polícia Federal.  Caso permaneça no governo, será apenas um auxiliar de um governo fortemente associado à corrupção e a esforços para impedir seu combate – diferentemente do que havia nos governos plenamente democráticos.

Bolsonaro é o terceiro presidente mais mal avaliado da América Latina

 

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Foto: Reprodução

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos para medir a aprovação dos presidentes latino-americanos perante 403 pessoas influentes na opinião pública da região – colunistas, articulistas, jornalistas – coloca Jair Bolsonaro como o terceiro chefe de Estado mais mal avaliado da América Latina.

À frente apenas dos seus algozes Nicolás Maduro (3%), da Venezuela, e Miguel Díaz-Canel (18%), de Cuba, Bolsonaro possui somente 29% de aprovação. Em primeiro lugar aparece o direitista Sebástian Piñera (68%), do Chile, no levantamento que questionou jornalistas e “líderes de opinião” de 14 países da América Latina sobre 12 presidentes da região.

O Ipsos argumenta que o levantamento não se propõe a representar a opinão da população desses países, apenas mostrar a popularidade entre pessoas que influenciam a opinião pública. Essa foi a primeira pesquisa em que apareceu o presidente Jair Bolsonaro depois de tomar o posto, demonstrando que sua chegada não é bem vista na região – em novembro, logo após as eleições, ele tinah 25% de aprovação. Entre os brasileiros consultados, a aprovação de Bolsonaro atinge apenas 21%.

Na pesquisa, o brasileiro aparece bem abaixo do aliado Mauricio Macri (50%), da Argentina, que busca reeleição e sofreu uma dura derrota nas eleições prévias do país vizinho.

Confira o ranking dos presidentes:

Sebástian Piñera, Chile – 68%
Tavaré Vásquez, Uruguai – 65%
Iván Duque, Colômbia – 53%
Martín Vizcarra, Peru – 51%
Lenin Moreno, Equador  – 51%
Mauricio Macri, Argentina – 50%
Andrés López Obrador, México – 44%
Evo Morales, Bolívia – 36%
Jair Bolsonaro, Brasil – 29%
Miguel Díaz-Canel, Cuba – 18%
Nicolás Maduro, Venezuela – 3%

Laurentino Cortizo foi o 12º chefe de Estado que teve o nome questionado, mas não aparece no ranking da Ipsos porque 60% dos consultados não emitiu opinião sobre ele. Na América Central e no Caribe, onde é mais conhecido, ele obteve 53% de aprovação e 5% de desaprovação.

(Informações Revista Fórum)

“É só fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante..”, disse Bolsonaro sobre Meio Ambiente

 

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Presidente da República, Jair Bolsonaro/Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro deu nesta sexta-feira (9), mais uma declaração no mínimo polêmica e infeliz. Questionado por um repórter sobre questões ambientais, em tom raivoso e autoritário peculiar:

“.. o pessoal tem de comer e o agronegócio é a parte da economia que está dando certo, temos que colaborar com esse setor”, destacou. “É só você deixar de comer menos um pouquinho. Você fala para mim em poluição ambiental. É só você fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida também.”

BOICOTE: empréstimo da Prefeitura de São Luís junto a Caixa Econômica está na ‘geladeira’

 

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Presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Caixa Pedro Guimarães/Foto: Reprodução

O jornal O Estado de S.Paulo nesta sexta-feira (2), está informando que os governos do Nordeste estão sofrendo boicote do governo Federal desde a posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Um exemplo seria a determinação do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, de não aprovar pedidos de empréstimos a Estados e municípios da região.

A informação teria sido obtida com funcionários do banco e da equipe econômica do governo. Em nota a Caixa negou o boicote.

No mês passado, Bolsonaro foi flagrado atacando os governadores do Nordeste, durante café da manhã com jornalistas.

Na lista de pedidos de empréstimos da Região Nordeste junto à Caixa Econômica que estão na ‘geladeira’ está o pedido da prefeitura de São Luís um financiamento de R$ 133 milhões para obras de infraestrutura.

O prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior (PDT), solicitou o recurso dia 9 de maio. Os documentos venceram em 30 de junho e a Caixa não teria dado nenhuma satisfação. De acordo com a reportagem, a orientação para a área técnica, era não aprová-lo mesmo estando tudo certo.

Mas, como a medida é contra o Nordeste, os estados da Paraíba e Piauí também são citados na matéria como vítimas do ‘boicote’ contra a região.

A Paraíba há quase dois meses aguarda resposta para um pedido de R$ 188 milhões. O Piauí precisou recorrer à justiça para conseguir um desembolso de R$ 293 milhões.

(Com informações Brasil de Fato)

Flávio Dino destaca reação da Direita ao perigo do Brasil ser entregue à Extrema-Direita

 

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Flávio Dino, governador do Maranhão/Foto: Reprodução

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que recentemente também foi alvo de ataques do presidente Bolsonaro destacou nesta terça-feira (30), nas redes sociais, a importância das reações da Direita em relação as declarações e medidas fascistas adotadas pelo presidente.

“É importante que lideranças de direita estejam acordando para o perigo que o Brasil corre entregue à extrema-direita e ao fascismo. Todos que queiram agora resistir às perseguições e ao ódio são bem vindos na defesa da Constituição e da democracia”, disse Dino.

Essa mudança de postura da direita, a qual  Flávio Dino se refere, passou ocorrer mais claramente após as polêmicas com governadores do Nordeste, indicação do filho de Bolsonaro à Embaixada nos EUA e mais recentemente a questão envolvendo o desaparecimento de Fernando Santa Cruz durante a Ditadura Militar, pai do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, que irá acionar Bolsonaro no STF.

O indicativo de mudança da posição da direita pode ter motivado o adiamento da reunião de líderes da oposição na Câmara Federal para o próximo dia 6 de agosto, era para ocorrer hoje. Eles pretendem definir medidas conjuntas contra Bolsonaro, segundo eles, por causa do perigo que as medidas e declarações de Bolsonaro representam para ordem democrática.

Os líderes dos partidos de oposição como PSB, PCdoB, Rede, PSOL e PDT pretendem chegar até o pedido de impeachment de Bolsonaro.