


O jornal O Estado de S.Paulo nesta sexta-feira (2), está informando que os governos do Nordeste estão sofrendo boicote do governo Federal desde a posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Um exemplo seria a determinação do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, de não aprovar pedidos de empréstimos a Estados e municípios da região.
A informação teria sido obtida com funcionários do banco e da equipe econômica do governo. Em nota a Caixa negou o boicote.
No mês passado, Bolsonaro foi flagrado atacando os governadores do Nordeste, durante café da manhã com jornalistas.
Na lista de pedidos de empréstimos da Região Nordeste junto à Caixa Econômica que estão na ‘geladeira’ está o pedido da prefeitura de São Luís um financiamento de R$ 133 milhões para obras de infraestrutura.
O prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior (PDT), solicitou o recurso dia 9 de maio. Os documentos venceram em 30 de junho e a Caixa não teria dado nenhuma satisfação. De acordo com a reportagem, a orientação para a área técnica, era não aprová-lo mesmo estando tudo certo.
Mas, como a medida é contra o Nordeste, os estados da Paraíba e Piauí também são citados na matéria como vítimas do ‘boicote’ contra a região.
A Paraíba há quase dois meses aguarda resposta para um pedido de R$ 188 milhões. O Piauí precisou recorrer à justiça para conseguir um desembolso de R$ 293 milhões.
(Com informações Brasil de Fato)

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que recentemente também foi alvo de ataques do presidente Bolsonaro destacou nesta terça-feira (30), nas redes sociais, a importância das reações da Direita em relação as declarações e medidas fascistas adotadas pelo presidente.
“É importante que lideranças de direita estejam acordando para o perigo que o Brasil corre entregue à extrema-direita e ao fascismo. Todos que queiram agora resistir às perseguições e ao ódio são bem vindos na defesa da Constituição e da democracia”, disse Dino.
Essa mudança de postura da direita, a qual Flávio Dino se refere, passou ocorrer mais claramente após as polêmicas com governadores do Nordeste, indicação do filho de Bolsonaro à Embaixada nos EUA e mais recentemente a questão envolvendo o desaparecimento de Fernando Santa Cruz durante a Ditadura Militar, pai do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, que irá acionar Bolsonaro no STF.
O indicativo de mudança da posição da direita pode ter motivado o adiamento da reunião de líderes da oposição na Câmara Federal para o próximo dia 6 de agosto, era para ocorrer hoje. Eles pretendem definir medidas conjuntas contra Bolsonaro, segundo eles, por causa do perigo que as medidas e declarações de Bolsonaro representam para ordem democrática.
Os líderes dos partidos de oposição como PSB, PCdoB, Rede, PSOL e PDT pretendem chegar até o pedido de impeachment de Bolsonaro.


247 – O presidente Jair Bolsonaro atacou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, pela atuação na investigação do caso de Adélio Bispo, autor do ferimento a faca que sofreu no período eleitoral, e disse que, “se a OAB quiser”, pode explicar como “o pai dele desapareceu no período militar”.
“Por que a OAB impediu que a Polícia Federal entrasse no telefone de um dos caríssimos advogados? Qual a intenção da OAB? Quem é essa OAB? Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Conto pra ele. Não é minha versão. É que a minha vivência me fez chegar nas conclusões naquele momento. O pai dele integrou a Ação Popular, o grupo mais sanguinário e violento da guerrilha lá de Pernambuco e veio desaparecer no Rio de Janeiro”, afirmou Bolsonaro.
O presidente da OAB é filho de Fernando Augusto Santa Cruz de Oliveira, desaparecido após ter sido preso no Rio de Janeiro por agentes da ditadura, em fevereiro de 1974. Segundo a Comissão da Verdade, que investiga os crimes da ditadura, não há registros de que Fernando tenha participado de luta armada contra o regime, ao contrário do que disse Bolsonaro.

Governadores do Nordeste voltam se reunir segunda-feira (29), na Bahia. A primeira reunião, após a polêmica envolvendo o presidente Bolsonaro e os governadores da região e na Bahia, onde o presidente cumpriu recentemente agenda, é mera coincidência, não tendo nenhuma relação direta com o fato.
De acordo com os governadores, inclusive Flávio Dino (PCdoB) do Maranhão, apontado por Bolsonaro como o pior dos governadores ‘paraíbas’, a pauta da reunião será o Consorcio Nordeste.
“Enquanto uns querem conflitos com o Nordeste, nós desejamos trabalho, ação e resultados. A reunião terá como foco principal Consórcio Nordeste”, destaca Flávio Dino.
A espera de uma mudança de postura do presidente em relação ao Nordeste, o governador Flávio Dino chama atenção para os interesses do país, segundo ele, antipatias políticas e ideológicas não podem se sobrepor ao enfrentamento dos problemas do Brasil, que não são poucos. O Consórcio do Nordeste dará certa independência financeira à região.
“A nação deve estar acima de preferências políticas ou eventuais antipatias partidárias. E em uma federação em que as competências estão divididas entre governo federal, estados e prefeituras, a maior cooperação possível deve ser buscada”, disse Flávio Dino.
Em recente pesquisa realizada pelo site Congresso em Foco, com Congressistas, três dos governadores da Região Nordeste, e que fazem oposição ao governo Bolsonaro foram escolhidos como os melhores, o melhor é Flávio Dino (Maranhão), em seguida vem Rui Costa (Bahia) e Wellinton Dias (Piauí).

Durante entrevista à Rádio Gaucha terça-feira (23), o governador Flávio Dino (PCdB), ratificou que adotará providências em relação à retaliação determinada por Jair Bolsonaro (PSL), contra ele e o Nordeste, revelada no vídeo do café da manhã com correspondentes internacionais semana passada.
A fala do presidente considerada de conotação preconceituosa contra os estados do Nordeste, principalmente ao Maranhão, causou grande polêmica e repercussão rapidamente no país. No vídeo Bolsonaro diz de modo informal a Onix Lorenzoni, ministro da Casa Civil.
‘.. daqueles governadores de paraíba, o pior é o do Maranhão.., tem que ter nada para esse cara..’, Bolsonaro a Onix Lorenzoni.
Nesta quarta-feira (24), também em entrevista à Rádio Gaucha, o ministro Onix Lorenzoni, questionado sobre a crise com os governadores do Nordeste, disse que Jair Bolsonaro se referiu apenas aos governadores da Paraíba e Maranhão.
“Esses dois, principalmente, têm um discurso em Brasília e outro em suas bases”, Onix Lorenzoni, Casa Civil.
ENTREVISTA NA RÁDIO GAUCHA COM FLÁVIO DINO SOBRE O ASSUNTO

Por Gabriel Mascarenhas
O governador Flávio Dino admite em seu ciclo íntimo que está comemorando até agora o fato de ter sido descriminado por Jair Bolsonaro. Nada poderia ter alavancado mais sua imagem nacionalmente do que o “paraíba” proferido pelo capitão.
Para quem mira a Presidência da República, como Dino, antagonizar-se a Bolsonaro rende mais votos do que qualquer cabo eleitoral.