Ruy Costa não libera PM para fazer segurança de Bolsonaro na Bahia, o povo foi proibido de participar

 

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Foto: Reprodução

A inauguração do Aeroporto de Vitória da Conquista, nesta terça-feira (23), dará muito ainda o que falar. Antes de embarcar para Bahia Bolsonaro lamentou no twitter, a não liberação da Polícia Militar, pelo governador Rui Costa, para fazer a segurança dele e sua comitiva.

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A provocação de Bolsonaro não ficou sem resposta, também na manhã de hoje durante entrevista à uma emissora de rádio, Rui Costa, disse que “quem é impopular e tem medo de ir às ruas, tem que ficar no gabinete”.

O governador deu entender que sua decisão foi porque Bolsonaro transformou o evento do povo da Bahia em agenda do governo federal, para promovê-lo. Então ele que providenciem as forças de segurança federais para fazer sua segurança.

“Governante que gosta de aplausos e selfies, também precisa enfrentar protestos. Isso faz parte da democracia. Não posso ficar botando a polícia para bater em quem quer protestar”, disse Ruy Costa.

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Atiradores de elite posicionados para inauguração do Aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista na Bahia/Foto: Reprodução

Governador da Bahia, Rui Costa, não participará da inauguração de Aeroporto com Bolsonaro

 

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Rui Costa, governador da Bahia, anunciou que não participará de inauguração com Bolsonaro, por causa de agressões ao Nordeste/Foto: Reprodução

O Palácio do Planalto ainda não encontrou uma saída para a polêmica criada por Bolsonaro em relação ao Nordeste. No domingo (21), o presidente ainda tentou sem sucesso nas redes sociais melhorar a situação, mas só piorou e agradou mesmo apenas parte dos seguidores do Bolsonarismo.

Amanhã terça-feira (23), será inaugurado o novo Aeroporto de Vitória da Conquista na Bahia, vários políticos baianos já declararam que não participarão em protesto ao desrespeito de Bolsonaro com o Nordeste. Hoje o governador da Bahia, Rui Costa (PT) anunciou através de um vídeo que também não participará.

A obra realizada em parceria do governos federal e estadual, não recebeu um centavo do governo Bolsonaro. Iniciada durante o governo Dilma Rousseff, a última parte dos recursos da união utilizados na obra foi liberado no final do ano passado durante o governo Temer.

O governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB), apontado por Bolsonaro textualmente como seu principal alvo, se solidarizou nas redes sociais com Rui  Costa. Para Dino o governo Bolsonaro praticamente se apodera de uma obra e luta do povo e governo da Bahia.

“Minha solidariedade ao governador Rui Costa, da Bahia, praticamente impedido de participar da inauguração de uma obra no estado que ele governa. Definitivamente isso está errado. Precisamos de união, paz e respeito. Faço um apelo ao bom senso, enquanto há tempo”, disse Flávio Dino no twitter.

Flávio Dino diz que não mudará postura política e ideológica só porque Bolsonaro não gosta

 

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Flávio Dino (PCdoB), Governador do Maranhão, e Jair Bolsonaro (PSL), Presidente da República/Foto: Reprodução

Em resposta a Jair Bolsonaro, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), declarou no domingo (21), em entrevista ao Site O Imparcial, que não tem medo de Bolsonaro e não recuará um milimetro da sua postura política e ideológica porque o presidente não gosta.

“Não é a opinião isolada do presidente da República, movido por ódio e preconceito, que vai afetar minha atuação. Não tenho medo de cara feia, de grito, não tenho medo de nada disso. Não tenho medo de ditador, de subditador, de projeto de ditador. Então, vou manter a minha atitude sempre respeitosa, sempre no plano político e ideológico, como faço, nunca no plano pessoal”, disse Dino. 

Na última sexta-feira (18), teve grande repercussão o vídeo em que Bolsonaro durante conversa com Onix Leronzoni aparece destilando ódio, preconceito e xenofobia ao Nordeste e determinando retaliação em particularmente a Flávio Dino. O governador do Maranhão disse que até mesmo na ditadura militar os governadores estaduais eram tratados com respeito.

Em carta Governadores repudiam fala de Bolsonaro orientando retaliação ao Nordeste

 

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Foto: Reprodução

19 de Julho de 2019

Nós governadores do Nordeste, em respeito à Constituição e à democracia, sempre buscamos manter produtiva relação institucional com o Governo Federal. Independentemente de normais diferenças políticas, o princípio federativo exige que os governos mantenham diálogo e convergências, a fim de que metas administrativas sejam concretizadas visando sempre melhorar a vida da população.

Recebemos com espanto e profunda indignação a declaração do presidente da República transmitindo orientações de retaliação a governos estaduais, durante encontro com a imprensa internacional. Aguardamos esclarecimentos por parte da presidência da República e reiteramos nossa defesa da Federação e da democracia.

RENAN FILHO – Governador do Estado de Alagoas

RUI COSTA – Governador do Estado da Bahia

CAMILO SANTANA – Governador do Estado do Ceará

FLÁVIO DINO – Governador do Estado do Maranhão

JOÃO AZEVÊDO – Governador do Estado da Paraíba

PAULO CÂMARA – Governador do Estado de Pernambuco

WELLINGTON DIAS – Governador do Estado do Piauí

FÁTIMA BEZERRA – Governadora do Rio Grande do Norte

(Revista Fórum)

Após criticar filme ‘Bruna Surfistinha’ Bolsonaro é criticado e chamado de hipócrita

 

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Presidente Bolsonaro e Raquel Pacheco (Bruna Surfistinha)/Foto: Reprodução

O presidente Bolsonaro ao declarar quinta-feira (18), sua intenção em transferir a Ancine (Agência Nacional do Cinema) para Brasília, criou mais uma polêmica.

“Agora pouco, o ministro Osmar Terra e eu acertamos. Não posso admitir que, com dinheiro público, se façam filmes como o da Bruna Surfistinha. Não dá (…). Não somos contra essa ou aquela opção.., mas não podemos permitir em respeito às famílias”, disse.

A referência ao filme para justificar a medida ‘moralizadora’, não foi por acaso. A ex-garota de programa e hoje escritora Raquel Pacheco (Bruna Surfistinha), não dá trégua nas críticas a Bolsonaro nas redes sociais. Em março deste ano ela fez uma publicação no twitter que incomodou muito Bolsonaro e seus partidários.

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O rompante moralista de Bolsonaro rapidamente foi contestado por milhares de pessoas nas redes sociais  que o chamaram de ‘hipócrita’ e outras coisas, ao relembrarem que no inicio de 2018, ele disse à Folha de SP, que usava o auxílio-moradia para ‘comer gente’.

Bolsonaro enfrentará 56% de reprovação do seu governo em São Luís

 

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Pesquisa divulgada pelo Jornal Pequeno registrou 56% de reprovação do governo Bolsonaro, em São Luís; 39% aprovam e 4% não soube responder. O presidente que poderá participar em breve da entrega de obras de revitalização do Centro Histórico de São Luís, enfrentará um ambiente desfavorável na capital.

O projeto do governo Federal realizado através do IPHAN contempla várias cidades históricas no país. Concebido e autorizado no governo Dilma Rousseff, as obras que estão sendo executadas em São Luís, teve parte entregue no final de 2018, ainda no governo de Michel Temer.

Bolsonaro tem interesse em melhorar sua imagem e aceitação na região Nordeste, onde foi derrotado nos nove estados. No Maranhão enfrentará uma população de maioria contrária ao seu governo, e ainda, governado por Flávio Dino (PCdoB), um dos mais contundentes críticos do seu governo e adversário político e ideológico.

Reeleito em primeiro turno nas eleições para o governo do Maranhão em 2018, Flávio Dino, que é considerado um dos melhores governadores do país, também teve sua gestão avaliada na pesquisa do Jornal Pequeno. Segundo a pesquisa, sua gestão é aprovada por 55% da população da capital maranhense; 40% desaprovam e 3% não soube responder.

Márcio Jerry chama Bolsonaro de desumano e boçal após suspensão e distribuição de remédios

 

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Deputado Federal, Márcio Jerry (PCdoB)/Foto: Reprodução

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), reagiu com indignação no twitter nesta terça-feira (16), contra o presidente Jair Bolsonaro em relação a suspensão da fabricação e distribuição de 19 remédios para pacientes com câncer, diabetes e transplantados.

”Desumanidade, absurdo, boçalidade, agressão de Jair Bolsonaro aos pacientes. Que coisa!”, disse Márcio Jerry.

De acordo com o Estado de SP, o SUS encerrou contratos com alguns dos principais laboratórios do país, entre eles: Biomangunhos, Butantã, Bahiafarma, Tecpar, Farmanguinhos e Furp.

“Suspender a fabricação de 19 medicamentos para distribuição pelo SUS a pacientes de câncer, diabetes e transplantados é de uma desumanidade absurda, algo de gravíssimas repercussões. Mais uma boçalidade do Jair Bolsonaro contra o povo brasileiro”, protestou Jerry.

A medida poderá afetar cerca de 30 milhões de pacientes que precisam dos medicamentos para continuarem vivendo.