O Senado Federal não derrotou nesta terça-feira (18), apenas o presidente Jair Bolsonaro, mas também a expectativa que havia de um resultado apertado. Dos 76 senadores presentes no plenário 47 se posicionaram contra o Decreto das Armas e 28 a favor, não houve abstenção.
Ao longo da sema alguns senadores que vinham defendendo posição contrária ao decreto, denunciaram ameaças recebidas através das redes sociais. A derrubada do decreto, ainda não é definitiva, a decisão será apreciação agora na Câmara dos Deputados.
General Santos Cruz, Jair Bolsonaro e Olavo de Carvalho/Foto: Reprodução
Revista Fórum – O presidente Jair Bolsonaro (PSL) decidiu demitir nesta quinta-feira (13) Carlos Alberto Santos Cruz da Secretaria de Governo. O ministro teve a comunicação de sua saída confirmada após uma reunião com o presidente, da qual também participaram os ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva , e do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno.
A Fórum entrou em contato com a Secretaria de Comunicação da Presidência para entender os motivos da baixa, porém oficialmente o Planalto ainda não se pronunciou.
Desde que chegou ao Planalto, em janeiro, o ministro se envolveu em uma crise com os filhos do presidente, além de um embate com o guru da família Bolsonaro, o escritor Olavo de Carvalho.
O incômodo da cúpula militar do governo com Olavo de Carvalho cresceu à medida em que se avolumaram os ataques do escritor reverenciado pelo presidente e pelo grupo ideológico que o cerca.
Há um mês, após passar o dia sob ataques nas redes sociais, a hashtag #ForaSantosCruz se tornou um dos assuntos mais comentados do Twitter.
Na conversa no Palácio da Alvorada, o ministro teria argumentado que não se tratava de um ato espontâneo, mas que era alvo de uma ação coordenada, com a participação dos filhos do presidente, o chefe da Secretaria de Comunicação, Fábio Wajngarten, e assessores ligados ao ideólogo de direita, Olavo de Carvalho.
Neymar e o presidente Jair Bolsonaro/Foto: Reprodução
O jogador Neymar foi cortado da seleção brasileira que disputará a Copa América. O jogador sofreu uma ruptura ligamentar no tornozelo direito durante a partida contra o Qatar, quarta-feira, em Brasília, e, por não ter tempo de se recuperar para jogar a competição, foi cortado.
Ainda durante a partida no Mané Garrincha, o camisa 10 foi levado para hospital no Distrito Federal, onde realizou exames de ressonância que identificaram a lesão.
O presidente Jair Bolsonaro chegou a sair do estádio e ir ao local para cumprimentar o jogador e desejar pronta recuperação. De nada adiantou e coube ao médico da seleção, Rodrigo Lasmar, dar o diagnóstico para a comissão técnica.
O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), cobrou seriedade do presidente Bolsonaro quanto a condução do país, e questionou sua indiferença em relação às principais e mais urgentes demandas.
Para o parlamenta, o projeto que altera as regras de trânsito e carteira de motorista, entregue pessoalmente nesta terça-feira (4), pelo presidente na Câmara Federal, ao deputado Rodrigo Maia, não é mais importante, segundo ele, que o desgoverno em que está mergulhado o Brasil.
“Economia derretendo, país desgovernado e precisando urgente de uma agenda. Aí o presidente Jair Bolsonaro vem à Câmara dos Deputados trazer proposta de mudança no prazo de validade das carteiras de habilitação de motoristas. Percebes o tamanho dele ?!!??”, reclamou Márcio Jerry.
Pesquisa IBOPE divulgada nesta segunda-feira (3), mostra que o governo Bolsonaro precisa tomar muito cuidado com política de armar a população, para enfrentar a violência. Isto é, se estiver preocupado com o que pensa a população.
O levantamento publicado no jornal O Globo revela que 73% dos pesquisados são contra cidadãos andarem portando arma de fogo; 26% apoiam a medida; e 1% não opinou.
Foram ouvidas 2.002 pessoas em 143 municípios. O apoio às medidas do governo sobre as armas variam de acordo com a região do país, o sexo dos entrevistados e a cidade onde vivem. Nas regiões metropolitanas, o apoio é menor que nos municípios do interior.
Quanto ter armas em casa ou trabalho e repudiada por 61% dos entrevistados; 37% apoiam as mudanças; 2% não opinaram. A pesquisa foi realizada entre 16 e 19 de março, antes de dois decretos editados pelo governo com foco no porte de armas.
governador Flávio Dino e o presidente jair Bolsonaro/Foto: Reprodução
Blog Marrapá – O crescimento do nome de Flávio Dino como provável candidato à Presidência do Brasil em 2022 tem causado desconforto no seio do bolsonarismo. O governador do Maranhão é um dos membros da esquerda que mais tem se destacado nacionalmente por suas posições políticas e pelo bom governo que faz à frente do estado.
O incômodo está tão grande que a cúpula bolsonarista resolveu enviar ao Maranhão representantes do alto escalão para criticar Flávio Dino. Primeiro foi Léo Índio, primo de Carluxo, que veio ao estado com o único objetivo de tentar frear a ascensão do governador.
Agora, a deputada Joice Hasselmann, líder do governo Bolsonaro no Congresso, ratifica que o objetivo da extrema-direita é minar o que é hoje a maior ameaça para as próximas eleições. Nas redes sociais, ela – que cobrou R$ 100 por pessoa para palestrar sobre a Reforma da Previdência – atacou veementemente Flávio Dino.
Além dos bolsonaristas à nível nacional, o governador do Maranhão também é alvo diário de representantes do presidente no estado. Coronel Monteiro, que possui cargo no governo federal, e Maura Jorge, candidata do PSL derrotada em 2018, vivem somente para atacar o governo do Estado.
Todas essas evidências mostram que Flávio Dino está incomodando o Palácio do Planalto.
Governador do Maranhão Flávio Dino/Foto: Reprodução
Em matéria pública no site Uol nesta quinta-feira (23), o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), alerta para possibilidade das manifestações de domingo (26), agravarem ainda mais a capacidade do governo Bolsonaro conduzir o país.
Não foi em razão do conselho de Flávio Dino, mas o presidente Jair Bolsonaro que chegou a dizer que poderia participaria das manifestações, após até convocar seus aliados e eleitores, ele avaliou melhor e resolveu desistir e ainda aconselhou seus ministros fazerem o mesmo.
Para Dino, as manifestações darão ‘errado’ mesmo dando ‘certo’.
“Essa manifestação tem tudo para da errado, mesmo se der certo. De duas uma: ou serão pequenas.., aí politicamente é muito ruim.., ou haverá manifestações importantes, mas com uma pauta contra o Congresso, contra o STF. Portanto, é uma pauta que pode ser entendida como violadora de deveres constitucionais, já que foi o próprio presidente quem convocou”, disse Dino.
O governador Flávio Dino estará entre os governadores do Nordeste, que se reunirão amanhã sexta-feira (24), em Pernambuco com Bolsonaro, na primeira viagem presidencial à região do país que foi derrotado nos nove estados.