Em mais uma entrevista, desta vez para o jornalista Bob Fernandes, exibida nesta sexta-feira (15), nas redes sócias, o ex-presidente Lula disse que o Procurador Deltan Dallagnol é um moleque.
“Desde o dia que ele deu uma coletiva dizendo que não tinha provas contra mim, mas apenas convicções, o Conselho Nacional do Ministério Público tinha que ter tirado esse moleque”, disse Lula.
O ex-presidente Lula também se referiu às suas palestras e as do coordenador da Lava-Jato.
“As minhas palestras não eram clandestinas como as do Dallagnol”.
Lula também não aliviou para o lado do ministro Sérgio Moro, que para ele o ex-juiz da Lava-Jato mantém obediência maior aos Estados Unidos que a própria mulher.
“Tudo que está acontecendo tem o dedo dos Estados Unidos, que manda mais no Sérgio Moro do que a mulher dele”.
Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública/Foto: Reprodução
Sérgio Moro poderá sofrer mais uma derrota na Câmara Federal nesta quarta-feira (14). O grupo de trabalho que analisa o pacote anticrime deverá tirar o “excludente de ilicitude”, as informações são do Blog de Andréia Sadi.
O ‘excludente de ilicitude’ isenta policiais de punição quando cometerem homicídios durante suas atividades.
Lula agradeceu através de uma carta ao presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) e mais dezenas de líderes no Congresso que se posicionaram e mobilizaram contra sua transferência de Curitiba para São Paulo.
O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou por 10 a 1 no último dia 07/08/2019, a transferência de Lula para um presidio comum em São paulo, determinado pela Justiça Federal em Curitiba.
O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), classificou no twitter de oportunismo e desonestidade a postura e ataques de setores da imprensa e da política local contra o governador Flávio Dino, na polêmica da reintegração de posse da Comunidade do Cajueiro.
‘Lamentável a postura dos que de forma oportunista e desonesta atacam o gov Flávio Dino, um líder que tem na defesa do povo uma marca forte, bem como a marca da defesa de justiça e oportunidades para todos’, disse Jerry.
Márcio Jerry citou vários pontos que, segundo ele, confirmam o posicionamento, coerência e interesse de Flávio Dino e do governo para resolver a questão da desapropriação da área em litígio.
No inicio da manhã desta terça-feira (13), o governador Flávio Dino voltou se posicionar sobre a polêmica da Comunidade do Cajueiro. Segundo ele, decisões judiciais precisam ser respeitadas e que ele não é oportunista.
“Cumprir decisões judiciais e respeitar as leis não é uma questão de o governante concordar ou não, gostar ou não. Não sou oportunista. Tenho responsabilidades com a autoridade da Constituição, das leis e dos demais Poderes do Estado”, disse Flávio Dino.
Ainda repercuti a ação de reintegração de posse realizada na manhã de ontem, segunda-feira (12), zona rural de São Luís. A área em questão pertenceria a uma empresa que construirá um Porto.
No final da noite ontem um grupo que protesta contra a medida foi retirado da frente do Palácio dos Leões pela Polícia Militar, a informação é eles pretendia invadir a sede do governo.
Em novos diálogos divulgados pelo The Intercept e BuzzFeed revelam que na véspera da prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ), Sergio Moro convenceu a Lava-Jato de não apreenderem telefones celulares usados pelo emedebista.
As conversas entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol ocorreram dia 18 de outubro de 2016. A não apreensão dos celulares de Cunha, que estava sem foro privilegiado desde setembro de 2016, destoa do padrão da Lava Jato.
Um dia antes da prisão de Cunha, o chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol, mandou mensagens ao então juiz.
• 11:45:25 Deltan: Um assunto mais urgente é sobre a prisão
• 11:45:45 Deltan: Falaremos disso amanhã tarde
• 11:46:44 Deltan: Mas amanhã não é a prisão?
• 11:46:51 Deltan: Creio que PF está programando
• 11:46:59 Deltan: Queríamos falar sobre apreensão dos celulares
• 11:47:03 [Moro]: Parece que sim.
• 11:47:07 Deltan: Consideramos importante
• 11:47:13 Deltan: Teríamos que pedir hoje
Após ouvir as ponderações do procurador, Moro responde o seguinte:
• 11:47:15 [Moro:] Acho que não é uma boa
Apesar da resposta, Deltan insiste e tenta agendar uma reunião com Moro para tratar do assunto:
• 11:47:27 Deltan: Mas gostaríamos de explicar razões
• 11:47:56 Deltan: Há alguns outros assuntos, mas este é o mais urgente
• 11:48:02 [Moro]: bem eu fico aqui até 1230, depois volto às 1400.
• 11:48:49 Deltan: Ok. Tentarei ir antes de 12.30, mas confirmo em seguida de consigo sair até 12h para chegar até 12.15
• 12:05:02 Deltan: Indo
Não há, nos diálogos, registros do que foi discutido na reunião presencial entre eles. Porém, pouco depois, às 14h16, Deltan envia nova mensagem a Moro dizendo que, após conversar com procuradores e ao levar em consideração o que foi dito pelo então juiz, a força-tarefa desistiu de pedir a apreensão dos celulares.
• 14:16:39 Deltan: Cnversamos [Conversamos] aqui e entendemos que não é caso de pedir os celulares, pelos riscos, com base em suas ponderações
E Moro respondeu:
• 14:21:29 [Moro]: Ok tb
No dia seguinte às conversas, em 19 de outubro, Eduardo Cunha foi preso em Brasília.
Ao perceber a ação, o político disparou diversos telefonemas para parlamentares ligados ao então ministro Moreira Franco e ao então presidente Michel Temer. Tinha a esperança de que, com uma jogada, seria capaz de reverter a prisão.
Ao ser informado de que além de preso seria encaminhado para Curitiba, Cunha chegou a questionar os agentes responsáveis por sua prisão se deveria ou não levar ou entregar seu aparelho celular. Ouviu uma resposta negativa, segundo seus advogados.
Procurados pela Buzzfeed, tanto o ministro Sérgio Moro quanto a Lava-Jato deram praticamente a mesma resposta. Disseram não reconhecer as mensagens trocadas.
O deputado Otelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, no posdcast “Dialogos com Othelino” desta segunda-feira (12), destacou os temas tratados na 5ª Reunião dos Governadores do Nordeste que ocorreu na última sexta-feira (9)
Presidente da República, Jair Bolsonaro/Foto: Reprodução
O presidente Jair Bolsonaro deu nesta sexta-feira (9), mais uma declaração no mínimo polêmica e infeliz. Questionado por um repórter sobre questões ambientais, em tom raivoso e autoritário peculiar:
“.. o pessoal tem de comer e o agronegócio é a parte da economia que está dando certo, temos que colaborar com esse setor”, destacou. “É só você deixar de comer menos um pouquinho. Você fala para mim em poluição ambiental. É só você fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida também.”