O governo Bolsonaro saiu em defesa do excludente de ilicitude, que está no projeto anticrime que tramita no Congresso, após a repercussão da morte menina Àgatha Félix, 8 anos, ocorrido no final de semana no Rio de Janeiro.
O ministro da Justiça, Sergio Moro, e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), no domingo foram às redes sociais defenderem a proposta. O objetivo é evitar que o assassinado da garota sofra mudanças.
‘Lamentável e trágica a morte da menina Agatha. Já me manifestei oficialmente. Os fatos têm que ser apurados. Não há nenhuma relação possível do fato com a proposta de legítima defesa constante no projeto anticrime. Deputado @FFrancischini_ tem razão e agradeço pelo apoio’ disse Sérgio Moro no twitter.
Pelo texto, o juiz poderá reduzir a pena pela metade ou não aplicá-la se o agente de segurança argumentar que este excesso decorreu “de escusável medo, surpresa ou violenta emoção”.
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, ainda não se manifestou em relação ao assassinato de Ágatha Félix, criança de 8 anos morta com um tiro de fuzil desferido pela PM no Complexo do Alemão, ocorrido na madrugada de sexta-feira para sábado (21).
Às 9h deste domingo (22), voltou ao Twitter, apenas para comemorar o aniversário do município do São Gonçalo. Seguidores se revoltaram e lotaram o espaço de comentários da publicação com críticas.
A morte de Ágatha se soma às inúmeras outras, principalmente de negros e pobres moradores de comunidades, que vêm aumentando desde que Wilson Witzel assumiu como governador do Rio de Janeiro.
Witzel é entusiasta de uma política de segurança agressiva, e causou polêmica ainda no ano passado, quando disse que a polícia sob seu comando vai “mirar na cabecinha e fogo”. Ele já chegou, inclusive, a lamentar por não poder disparar mísseis em comunidades do Rio. (Revista Fórum)
Mais uma entrevista com o ex-presidente Lula que ainda está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba será exibida no Youtube nesta quinta-feira (19), às 21h. A entrevista foi concedida à Revista Fórum e o Operamundi.
Entre os vários temas Lula falou sobre as revelações da Vaza Jato. Para ele, os indícios de praticas ilegais denunciados pelo The Intercept Brasil prova o que sua defesa já vinha denunciando em relação a conduta do ex-juiz da Lava Jato e Deltan Dallagnol, para os dois são ‘chefes de quadrilha’.
Coordenador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novas mensagens revelam que empresária foi liberada de investigação porque fez doação ao instituto Mute )/ Foto: Reprodução
Mensagens trocadas entre o procurador Deltan Dallagnol e membros do Instituto Mude divulgadas nesta segunda-feira (2), mostram que o coordenador da Lava Jato recebeu e encaminhou doações de dona da empresa que seria investigada.
As conversas foram reveladas em mais uma etapa da Vaza Jato em parceria com a Agência Pública com The Intercept Brasil. A doadora atuava com fretamento de navios para a Petrobras, e foi poupada na operação anos depois.
O instituto Mude foi criado para levantar a bandeira das 10 Medidas contra a Corrupção e seria dirigido “nas sombras” por Dallagnol, que não queria aparecer tomando posições públicas.
Nas conversas Deltan Dallagnol aparece estabelecendo um elo entre a advogada Patrícia Tendrich Pires Coelho, dona da Asgaard Navegação – fornecedora navios para a Petrobras -, e integrantes formais da organização.
Reprovação de Jair Bolsonaro sobe de 33% para 38%/Foto: Reprodução
Pesquisa publicada nesta segunda-feira pelo jornal “Folha de S. Paulo” aponta que a reprovação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) aumentou de 33% para 38% em pouco menos de dois meses.
O percentual que avalia o seu governo como ruim ou péssimo ultrapassa o número de entrevistados que o considera ótimo ou bom.
A pesquisa aponta ainda que a aprovação de Bolsonaro também caiu de 33%, em julho para 29%, agora. Já a avaliação do governo como regular ficou estável, passando de 31% para 30%.
Bolsonaro segue sendo o presidente eleito mais mal avaliado em um primeiro mandato, comparando os governos de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Ele teve queda acentuada entre os mais ricos, com renda mensal acima de 10 salários mínimos, caindo de 52% em julho para 37% agora nesta enquete. Entre os mais pobres, que ganham até dois salários mínimos, esse índice é de 22%,
As piores avaliações de Bolsonaro também ficam entre os mais jovens (16 a 24 anos), 24%, e dos com menor escolaridade (só ensino fundamental, 26%).
Entre as regiões sua reprovação aumentou de 41% para 52% no Nordeste. Na região Sul, considerada bolsonarista, a avaliação negativa de seu governo aumentou de 25% para 31%.
As mulheres são as que mais rejeitam o presidente: 43% das entrevistadas o avaliam como ruim ou péssimo, ante 34% dos homens.
O índice dos que acham o comportamento de Bolsonaro inadequado subiu de 25% para 32%. Os que veem com bons olhos suas atitudes como presidente diminuiu: em julho eram 22%, agora são 15%.
Finalmente o Queiroz apareceu, e não foi a Polícia Federal que o encontrou, mas a revista Veja. A descoberta tornada pública nesta sexta-feira (30) era um dos maiores mistério da política brasileira atualmente e poderá levar a desdobramentos importantes, isto é, se houver interesse.
Fabrício Queiroz foi motorista e assessor do então deputado e hoje senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro. Segundo a revista Veja ele está morando no bairro do Morumbi, metro quadrado mais caro de São Paulo, próximo ao Hospital Albert Stein onde faz tratamento, e famoso por atender celebridades, políticos enfim pessoas com muito dinheiro.
Queiroz foi flagrado tomando café tranquilamente, segundo a revista, na lanchonete do Hospital Albert Stein, na última segunda-feira (26).
Escândalo
A última aparição de Queiroz foi no mesmo Einstein, no dia 12 de janeiro. O ex-assessor do filho do presidente postou um vídeo na internet, no qual aparecia dançando no hospital durante a recuperação da cirurgia.
Queiroz ficou conhecido no país todo depois do escândalo da movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão em sua conta, quando trabalhava para Flávio Bolsonaro.
A tese do Ministério Público é que o dinheiro veio através de um sistema de coleta e de repasse de funcionários do gabinete de Flávio, quando ele era deputado estadual pelo Rio de Janeiro. O MP também encontrou emissão de cheques de Queiroz, no total de R$ 24 mil, para a conta de Michelle Bolsonaro, então futura primeira-dama.
Tratamento
Queiroz ficou internado no Einstein de 30 de dezembro de 2018 a 8 de janeiro de 2019. Submeteu-se à cirurgia conduzida pelo gastroenterologista Pedro Mello Borges, o mesmo médico que o atende até hoje.
Após deixar o hospital, o jornal O Globo divulgou que o tratamento havia custado R$ 133.580 e tinha sido pago em dinheiro vivo. A informação foi ratificada pelo advogado de Queiroz, Paulo Klein.
Ainda de acordo com a reportagem da Veja, o ex-assessor do filho do presidente continua tendo acesso ao que há de melhor em termos de medicina no país.
De acordo com a Folha de SP nesta quarta-feira (28), o governo Bolsonaro prepara várias ações que serão todas anunciadas até a próxima semana com objetivo de barrar e minimizar o desgaste com a crise das queimadas na Amazônia.
Entre as providencias do pacote de ações o governo federal editou hoje um decreto que proíbe queimadas durante dois meses em todo Brasil. O decreto será publicado amanhã quinta-feira (29), no Diário Oficial da União.
A medida é semelhante a que o governador Flávio Dino (PCdoB) apresentou na última terça-feira (27), durante reunião dos governadores da Amazônia Legal e o presidente Bolsonaro em Brasília, como uma das ações que adotadas no Maranhão para enfrentar o problema das queimadas.
De acordo com o texto do decreto editado por Flávio Dino a proibição abrange o período de 27 de agosto a 30 de novembro de 2019.
Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro/Foto: Reprodução
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, está internado no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. Ele deu entrada no inicio da madrugada desta quinta-feira (28).
Informações extraoficiais é que o ministro apresentava sintomas de infarto. Ele está em observação para que os médicos acompanhem o desenvolvimento do quadro.
Ministro do Meio Ambiente é um dos ministros mais contestados do governo Jair Bolsonaro. Sua gestão é alvo de investigação do Tribunal Contas da União, ele também foi denunciado ao Ministério Público e Comitê de Ética da Presidência da República.
O desgaste de Salles aumentou com crise na região amazônica, com repercussão internacional.