
Carlos Bolsonaro conseguiu desagradar até bolsonaristas com publicação no twitter ameaçando a democracia. As criticas, ao filho (nº 2) do presidente, surgiram de todos os lados e segmentos sócias e políticos.

Carlos Bolsonaro conseguiu desagradar até bolsonaristas com publicação no twitter ameaçando a democracia. As criticas, ao filho (nº 2) do presidente, surgiram de todos os lados e segmentos sócias e políticos.

Ed Wilson Araújo
De tudo que foi dito e feito até agora pela velha política, galopando na besta fera da onda obscurantista, uma das instituições mais aviltadas é o Jornalismo. Basta ver o recente paredão montado no programa Roda Viva (TV Cultura!) para encurralar o diretor do The Intercept Brasil Glenn Greenwald.
Nada até hoje foi tão demolidor para a operação Lava Jato e o bolsonarismo como as revelações da Vaza Jato. Sergio Moro e Deltan Dallagnol enterraram na lama o Estado Democrático de Direito e jogaram na vala comum até mesmo os probos e republicanos juízes e procuradores.
O Jornalismo e a Ciência, na sua caminhada institucional, tiraram parte do poder da Igreja Católica sobre os documentos secretos mantidos em mistério pela guarda silenciosa dos monges. Nas páginas dos jornais, o poder sobre o conhecimento e o saber, há tempos restrito aos mosteiros, veio à luz nas manchetes e fotografias.
Por isso as conversas privadas de agentes públicos interessam à sociedade. O leitor, ouvinte, telespectador, internauta etc têm o direito de acessar alguns conteúdos secretos transitados entre juízes e procuradores, quando o interesse público está em jogo.
A justificativa é simples: certas conversas e as decisões ali tramadas são de amplo interesse coletivo, dizem respeito às reputações e decidem sobre a liberdade das pessoas, interferem na Economia e nas medidas sobre temas diretamente relacionados ao cotidiano de cada brasileiro.
Algumas deliberações tomadas pela operação Lava Jato incidiram concretamente na vida de milhões de brasileiros: fizeram um julgamento partidário de Lula, destruíram em parte as instituições, macularam famílias, debocharam da morte de entes queridos e mancharam a imagem da Justiça e do Ministério Público por inteiro, até mesmo dos operadores do Direito não incorporados ao lavajatismo.
Onde não há instituições brota a barbárie.
Quando Sergio Moro e Deltan Dallagnol tiveram as conversas reveladas houve várias reações, até acertarem o foco – atacar o Jornalismo.
Por isso o paredão contra Glenn Greenwald no Roda Viva e o foguetório na Feira Literária de Paraty. Agiram até mesmo contra Miriam Leitão, uma jornalista conservadora e expoente do liberalismo na mídia.
Trata-se de uma ofensiva não só contra o The Intercept Brasil e os seus parceiros, mas uma guerra declarada a um campo estratégico no contexto das mediações sociais – a Comunicação, em especial, o Jornalismo.
Após o aparelhamento de parte do Ministério Público e do Judiciário em conluio para sufocar a democracia no Brasil, a cúpula da operação Lava Jato está desmoralizada, exalando entre os corredores dos tribunais o enxofre do golpe.
Moro e Dallagnol ofenderam de modo vil os bons e honestos procuradores, juízes, ministros, desembargadores, promotores, delegados e outros servidores do Ministério Público e da Justiça do Brasil ciosos das suas funções republicanas.
Não por acaso o espírito lavajateiro cresceu junto com a onda bolsonarista embalada na mentira.
Os movimentos de contornos fascistas repetem uma tragédia anunciada. A ciência, a política e a estética livre são inimigos primordiais dos intolerantes, avessos à verdade e ao encantamento.
O espelho deles quebra quando encaram os fatos concretos da realidade.
Assim, fizeram campanha disseminando fake news. É uma forma de piorar as coisas. Se outrora manipulavam os fatos para distorcer os enredos, agora retrocedem ao nível da mentira deslavada.
A onda obscurantista é desumana. Os propagandistas de fake news, do terraplanismo e de outras aberrações como a ineficiência da vacina são capazes de negar até a própria existência, embora haja testemunhas oculares do parto e o registro do nascimento em cartório. Contra Descartes, diriam: “minto; logo, não existo”.
Vem daí o ataque à Ciência, campo de trânsito permanente do Jornalismo. Fascistas detestam a ordem lógica das narrativas.
Os movimentos de inspiração fascista são um terreno infértil, onde só brota o ódio e a intolerância. A verdade é uma ofensa. Eles não conseguem sequer lidar com um princípio básico do Iluminismo aplicado ao Jornalismo – a transparência, uma conquista da Modernidade no curso das revoluções burguesas.
Apesar de tudo isso, temos resistência! Vejamos, por exemplo, como se ergue e consolida a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), uma auspiciosa organização de operadores do Direito focada em princípios republicanos.
Na mídia, o The Intercept Brasil deu um cavalo de pau nos meios tradicionais e alguns deles, apoiadores do golpe, tentam refazer caminhos porque conhecem a sabedoria das audiências.
No campo da mídia alternativa a Teia de Comunicação Popular do Brasil junta gente de todo canto do país. São jornalistas, ativistas, humanistas, comunicadores e comunicadoras que se recusam a bater continência para o pensamento único.
Do Maranhão, rufam a Agência Tambor e a Rádio Web Tambor.
A juventude lota as ruas para dizer não aos cortes de gastos na Educação. Nas universidades o Future-se é negado.
Existem alguns motivos para ficarmos tristes, mas temos outros tantos para revigorar as forças e seguir em frente lutando contra essa onda de obscurantismo que tenta negar a verdade, matar o Jornalismo e silenciar a arte livre.
Pras bandas do Maranhão estamos em tempos da morte dos grupos de bumba-meu-boi. Os batuques estão prenhes de trupiadas anunciando que no próximo ano haverá batizado. Banjos, maracás, pandeirões, matracas, zabumbas e os instrumentos de sopro anunciam fertilidade. Nos terreiros onde se cultuam os rituais da morte a dialética traduz ressurreição.
Aos meus amigos tristes só tenho palavras motivadoras. Essa chuva ácida vai passar. Já estamos no tempo das floradas de caju, manga e juçara. Vamos degustar arte, botar lenha na fogueira da razão, afirmar a Ciência e o Jornalismo como formas de conhecimento da realidade.
Viva a produção acadêmica (balbúrdia!) e a poesia. Maiakóvski, sempre bem lembrado, recomenda somar forças para atravessar as ameaças e as guerras […]
“rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.”


Coube ao deputado estadual Roberto Costa (MDB), destacar nesta quinta-feira (27), da tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão, o encontro do governador Flávio Dino e o ex-presidente Sarney ontem em Brasília.
O fato é que a reunião entre Flávio Dino e Sarney movimentou fortemente a classe política no Maranhão. As especulações e teorias para o encontro foram das mais prováveis às absurdas, tanto que Dino tratou rapidamente de explicar o objetivo da agenda com o adversário político.
“Conversei com o ex-presidente José Sarney sobre quadro nacional. Apresentei a ele a minha avaliação de que a democracia brasileira corre perigo, em face dos graves fatos que estamos assistindo. Já estive com os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique, com a mesma preocupação”, disse Dino no twitter.
O pronunciamento do deputado Roberto Costa, teve como base ‘grandeza política’ de ambas lideranças políticas e o compromisso deles com o Brasil, que esqueceram as diferenças e divergências no campo político para defenderem as instituições e a democracia na mais grave crise social, política e econômica na atual quadra no país.
Com exceção de Wellington do Curso (PSDB), que preferiu manter em sua fala restrita à disputas paróquias, praticamente todos deputados presentes no plenário que apartearam Roberto Costa, classificaram o gesto de Flavio Dino e José Sarney como necessário e de grande importância na atual conjuntura no brasileira.
OUÇA PARTE DO PRONUNCIAMENTO DE ROBERTO COSTA

O governador Flávio Dino (PCdoB), informou nas redes sociais nesta quarta-feira (26), que se encontrou e conversou com seu adversário político no Maranhão, o ex-presidente José Sarney(MDB).
Flávio Dino disse que a exemplo das conversas que já teve com os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique, conversou com José Sarney sobre atual conjuntura política no país.

O governador do Maranhão é uma das mais equilibradas e lucidas vozes na atual conjuntura política, social e econômica do país. A crise política somada a instabilidades nas instituições brasileiras criaram um cenário perigoso para o futuro do Brasil e a democracia.

O desembargador federal Ney Bello proferiu nesta quarta-feira (27), no Auditório Neiva Moreira do Complexo de Comunicação, na Assembleia Legislativa do Maranhão a palestra “O STF e a Democracia”.
O magistrado fez uma enfática defesa do Poder Judiciário, especialmente, do Supremo Tribunal Federal para a normalidade democrática do País.
Além de desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Ney Bello é professor da Universidade de Brasília (UnB), pós-doutor em Direito e membro da Academia Maranhense de Letras. E é reconhecido como um grande defensor dos princípios constitucionais e da garantia do Estado Democrático de Direito.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), destacou a importância da reflexão feita por Ney Belo.
“É fundamental compreender que as instituições precisam dialogar e, especificamente, no caso do Supremo, todos não precisam concordar, podem e devem divergir, mas nunca se deve combater a importância e a legitimidade do Supremo Tribunal Federal. Este debate, a qualquer tempo, é um tema da maior importância, porque fragilizar nossas instituições não contribui em nada para a democracia em nosso País”, declarou Othelino.
Para o desembargador Ney Bello os ataques e tentativa de demonizar o STF, principalmente através das redes sociais, não é um caminho bom para as garantias institucionais e democráticas.
“A demonização do STF chegou a um ponto de haver até mesmo, em alguns setores, a ideia de extinção do Supremo, quando se sabe que a ausência dele é mais dolorosa do que sua presença. Não construímos um país melhor acabando com as nossas próprias instituições. De modo que não há como negar a importância do Poder Judiciário como ponto de equilíbrio para a nossa sociedade como um todo”, salientou Ney Bello, ao enfatizar a importância da consolidação do regime democrático no Brasil.
Prestigiaram a palestra diversos juristas, servidores da Casa, operadores do Direito, professores e estudantes de Direito, além dos deputados Vinicius Louro (PR), Fernando Pessoa e Helena Duailibe, ambos do Solidariedade, César Pires (PV) e Professor Marco Aurélio (PCdoB), os secretários de Estado Rogério Cafeteira e Ana do Gás, os juízes Gustavo Vila Boas e Clodomir Reis e o procurador-geral do Estado, Rodrigo Maia.

O desembargador federal Ney Bello, a convite do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), ministrará na próxima quarta-feira (dia 27), às 8h palestra no auditório Neiva Moreira do Complexo de Comunicação, sobre o tema “O STF e a Democracia”.
Além de desembargador no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Ney Bello também é professor da Universidade de Brasília (UnB), pós-doutor em Direito e membro da Academia Maranhense de Letras.

O governo Bolsonora parece mesmo vocacionado a polêmicas, nesta semana deverá enfrentar mais uma, desta vez com a Igreja Católica. O deputado federal Marcio Jerry (PCdoB-MA), informou nas redes sociais que apresentará nesta segunda-feira (11), à Mesa da Câmara Federal convocação ao general Augusto Heleno (Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência do Brasil), para explicar a denuncia de espionagem na CNBB, publicada neste domingo(10) no Jornal O Estado de SP.
Manifestações de preocupação e protestos em relação ao trabalho do (GSI), tendo como alvo a Igreja Católica foram destacadas por vários políticos. Entre eles, o Senador Randolfe Rodrigues(Rede-AP), que considerou a medida autoritária e desrespeitosa e uma ameaça à divergência imprescindível à democracia.

Os trabalhos quando forem retomados nesta semana que se inicia no Congresso Nacional, o governo Bolsonaro vai está diante de mais um debate que poderá aumentar o desgaste do governo e envolvê-lo em mais uma polêmica, agora politico-religiosa.