Alcântara: oposição e bancada maranhense criticam acordo

 

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Base de Alcântara no Maranhão/Foto: Reprodução

Do Uol, Brasília

Parlamentares criticaram o acordo feito pelo governo federal que permitirá aos Estados Unidos lançarem satélites com fins pacíficos na Base de Alcântara, no Maranhão. A parceria foi firmada na segunda-feira (18) pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) em um de seus compromissos em solo americano. A iniciativa de cooperação, no entanto, ainda
precisa de aprovação do Congresso, onde poderá sofrer resistência.

No Senado, a maranhense Eliziane Gama (PPS) afirmou ter protocolado requerimento de convocação dos ministros da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para que prestem esclarecimentos sobre o assunto. O pleito ainda será apreciado pelo plenário.

“Eles [ministros] deverão vir aqui no Senado discutir o teor desse acordo para, quando chegar o texto a esta Casa, nós podermos fazer as alterações, as implementações, as medidas e as emendas que forem necessárias para, quem sabe, promover uma aprovação ou rejeitar, se não estiver levando em consideração esses princípios que nós acabamos de colocar.”

Eliziane ressaltou que “ainda não tem um juízo de valor específico” sobre o uso de Alcântara pelo governo de Donald Trump, mas disse considerar que o seu estado natal, o Maranhão, “não pode ficar fora desse debate”.

“Não pode se deixar de considerar, por exemplo, a primazia do governo [estadual], a importância do governo na realização de um acordo dessa natureza, porque ele passaria a ser ignorado e automaticamente não poderia compreender e fazer parte desse projeto, que, se tiver a importância necessária, poderá trazer benefícios não apenas
para o Maranhão, mas para o Brasil”, comentou.

Na Câmara dos Deputados, membros da bancada maranhense também apresentaram uma série de pedidos a fim de acompanhar o acordo sobre a base de Alcântara. Há requerimentos semelhantes aos do Senado para que Pontes e Araújo sejam ouvidos pela Casa.

Um dos protocolos, de autoria do deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), sugere a criação de uma comissão externa. A solicitação está sob análise do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “As comunidades quilombolas perderam território com a base. Falta investimento e estrutura para aquela população. Temos que ver se os problemas que existiam na região foram resolvidos”, declarou.

O parlamentar criticou a falta de diálogo do presidente Bolsonaro com os deputados. “Um acordo dessa magnitude poderia ter sido previamente apresentado ao país. Não sabemos o inteiro teor. Agora ele tem que vir para Câmara e ser debatido.”

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou que a parceria entre Estados Unidos e Brasil representa uma atitude de “subserviência” por parte do governo Bolsonaro. “Em contrapartida, os Estados Unidos não deram nada, a
não ser mais um bonezinho de Trump para 2022.”

Weverton Rocha (PDT-MA) declarou que o Brasil não pode “abrir mão da soberania nacional” ao permitir o lançamento de satélites americanos em Alcântara sem que o assunto seja discutido pelo Congresso.

“O governo poderia ter trazido essa discussão para levar já de forma mais construída esse entendimento, mas, como sempre, nós apenas fomos comunicados pela imprensa de que houve a assinatura desse acordo”, declarou.

“Nós somos representantes legítimos do estado e queremos ser ouvidos e olhar detalhes desse acordo. Repito: não podemos admitir que a soberania nacional seja, de qualquer forma, prejudicada ou ameaçada”, Senador Weverton Rocha.

Chico Rodrigues (DEM-RR) foi o único senador que, durante a sessão de ontem, defendeu o acordo com o governo americano. Na visão dele, é necessário “entender que o planeta é uma integração de todos”.

“E por que esse radicalismo?”, questionou ele. “São milhões de dólares que o país captará com esses lançamentos utilizando essa base. É uma base física a de Alcântara –ou eles vão criar um país ali dentro de Alcântara por acaso?”, completou.

O acordo

O documento prevê que satélites sejam lançados por meio de foguetes na base brasileira, que deverá passar a se chamar Centro de Lançamento de Alcântara. Mísseis norte-americanos não poderão ser enviados ao espaço a partir do local, já que o acordo limita o uso para fins pacíficos, informou a assessoria do Ministério da Ciência e Tecnologia.

A intenção de firmar o acordo vem desde o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O texto foi barrado pelo Congresso Nacional brasileiro na ocasião. A administração do ex-presidente Michel Temer (MDB) voltou a dar andamento às conversas, sem conclusão.

A base em Alcântara é considerada um dos pontos mais privilegiados do mundo para esse tipo de lançamento. Como está próxima da Linha do Equador, permite reduzir até 30% do combustível necessário para a atividade. O acordo é chamado de “salvaguarda tecnológica”, por estabelecer que apenas pessoas designadas pelas autoridades dos EUA
terão acesso aos artefatos com tecnologia norte-americana. O país detém 80% do mercado espacial e teme espionagem.

Em contrapartida, o Brasil receberá pagamento pelo uso do espaço. No entanto, o ministro Marcos Pontes ainda não soube estimar quanto o Brasil ganhará com o acordo.

Governador Flávio Dino reforça sua equipe enaltecendo experiências

 

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Flávio Dino (Governador do Maranhão) e Luis Fernando (Secretario de Estado de programas Estratégicos)/Foto: Reprodução

Com discurso e objetivo de aglutinar experiências o governador Flávio Dino reforçou sua equipe nesta sexta-feira (15), em concorrida solenidade no Palácio Henrique de La Roque, no Calhau, que deu posse a nomes conhecidos da política maranhense como Luis Fernando Silva e Pastor Porto.

Durante a solenidade Flávio Dino fez questão de ressaltar que os novos cargos e membros da equipe não representará aumento de despesas para o estado.

Foram empossado: Luis Fernando Silva (Secretaria de Estado de Programas Estratégicos); Luis Carlos Porto (Secretaria de Estado Extraordinária da Região Tocantina); Simplício Araújo reconduzido à (Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Energia); Enos Ferreira (Secretaria de Relações Institucionais ) e José de Ribamar Mendes (Inmeq).

 

Ministros de Bolsonaro cumprem agenda no Maranhão nesta sexta

 

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Ministros Tarcísio Freitas (Infraestrutura) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretária de Governo)/Foto: Reprodução

A relação institucional entre o governo federal e o Maranhão, que alguns esperavam ou acreditavam ameaçada, em razão das diferenças políticas e ideológicas entre o presidente Bolsonaro e o governador Flávio Dino, até agora tem ocorrido com notória normalidade.

Além das agendas ocorridas na capital federal onde foram apresentadas demandas do Maranhão, nesta sexta-feira (8), dois ministros do governo Bolsonaro cumprem agenda em São Luís, o ministro da Infraestrutura Tarcísio Freitas e o ministro da Secretária de Governo Carlos Alberto dos Santos Cruz.

Tarcísio Freitas participará de reunião no Dnit onde será apresentado a situação da BR 135 e outras rodovias federais no estado. A presença do ministro de Infraestrutura no Maranhão é resultado do esforço do governo e da bancada federal.

Quanto ao ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz, este visitará às instalações da EBC no Maranhão. Essa agenda também se dá em função de esforço da banda federal, após apelo dos servidores através de documento onde destacaram a importância dos 50 da TV Educativa.

Candidata diz que Ministro do Turismo a chamou para ser laranja

 

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Na edição desta quinta-feira (7) a Folha de S.Paulo, informa que Zuleide Oliveira, candidata a deputada estadual pelo PSL em Minas Gerais disse que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, a chamou pessoalmente para ser laranja do partido nas eleições 2018, com o compromisso de que ela devolvesse à legenda parte do dinheiro público do fundo eleitoral.

“Eu não entendia de nada, eles que fizeram tudo [para registrar a candidatura], eu não tirei uma certidão minha, eles tiraram por lá, eu só enviei meu documento e eles fizeram tudo. Acredito, sim, que fui mais uma candidata-laranja, porque assinei toda a documentação que era necessária e não tive conhecimento de nada que eu estava fazendo (…) Fui usada, a minha candidatura foi usada para fazer parte de uma lavagem de dinheiro do partido”, afirmou Zuleide.

Zueleide fez uma denúncia ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais em 19 de setembro, mas obteve apenas uma resposta protocolar da Justiça Eleitoral.

Leia a reportagem na íntegra.

Com informações da Folha SP e Forum

Eventos ocorrerão no Costa Rodrigues enquanto durar obras no Castelinho

 

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Foto: Reprodução

Os Secretários de Estado Rogério Cafeteira ( Esporte e Lazer), Clayton Noleto (Infraestrutura) e uma equipe do Corpo de Bombeiros estiveram no Ginásio Castelinho após o desabamento ocorrido no inicio da tarde desta quarta-feira (6), em São Luís, onde verificaram in loco as condições do prédio cujo telhado veio abaixo.

No twitter o secretario Rogério Cafeteira lamentou o ocorrido e destacou as providências que estão sendo adotadas. O objetivo é recuperar o ginásio mais rápido possível.

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No momento do desabamento haviam no interior do prédio duas pessoas, o vigia identificado como Lidicéli e um amigo. De acordo com eles antes do teto cair aconteceu um barulho estranho e imediatamento conseguiram sair do interior do ginásio.

Através de nota o governo se pronunciamento oficialmente sobre o desabamento e informou sobre a utilização do Costa Rodrigues, enquanto durar as obras no Castelinho.

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Parte do teto do Castelinho que desabou/Foto: Reprodução

Felicidade e gratidão de Rogério Cafeteira ao ser empossado

 

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Governador Flávio Dino e Rogério Cafeteira/Foto: Reprodução

O auditório do Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, onde foi realizada a posse dos 12 novos Secretários do Estado, na manhã desta segunda-feira (25), em São Luís, ficou pequeno para o número de autoridades, políticos e convidadas que compareceram a solenidade.

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Entre os empossados, Rogério Cafeteira (DEM), que comandará a Secretaria de Esportes e Lazer do Estado certamente refletia maior satisfação entre todos. Após travar uma batalha como líder do governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa do Maranhão durante o primeiro governo, não conseguiu sua reeleição. Mas, ao invés de procurar e apontar culpados assumiu a responsabilidade pela própria derrota nas urnas, demonstrando grandeza e maturidade política ratificando sua lealdade ao governador.

Sua escolha para ocupar uma das pastas no segundo governo era dada como certa. Rogério Cafeteira não escondia de ninguém o entusiasmo em fazer parte da equipe de Flávio Dino, a quem não economiza elogios como governador. Aos mais próximos tem dito que uma das suas grandes metas inicias na Secretaria de Esportes será revitalizar e entregar o Parque Aquático, localizado no Complexo Esportivo do Castelão.

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Foto: Reprodução

Flávio Dino mostrou no evento porque é a maior liderança política atualmente no Maranhão. Com uma base de apoio que reúne vários partidos, o governador conseguiu apresentar a reforma no prazo que havia anunciado contemplando todos.

Veja como cada categoria se aposentará se a reforma passar

 

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Idade mínima será de 65 anos para homens a partir de 2027 e de 62 para mulheres a partir de 2021/Foto: Reprodução

Entregue nesta quarta (20) pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso, a PEC da reforma da Previdência altera os regimes de aposentadoria de quase todas as categorias de trabalhadores – os únicos não inclusos no texto são membros das Forças Armadas, policiais militares e bombeiros, que serão contemplados, segundo o Executivo, em um projeto de lei paralelo.

O regime geral da previdência prevê, como já havia sido divulgado, idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres ao final do período de transição, que será de 12 anos. Outros grupos, porém, terão regras específicas. Veja o que a reforma propõe para cada um:

Para os trabalhadores urbanos da iniciativa privada (INSS), as idades mínimas de aposentadoria serão, ao final do período de transição (12 anos), de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

Ao final da transição, será extinta a aposentadoria por tempo de contribuição, mas se exigirá um mínimo de 20 anos de contribuição para a aposentadoria por idade.

>> Confira a íntegra da PEC da reforma da Previdência

Durante a transição (até 2031) poderão ser aplicados três cálculos alternativos à idade mínima. O primeiro soma idade + tempo de contribuição. Esta fórmula hoje é de 96 anos (homens) / 86 (mulheres). A transição prevê um aumento de um ponto a cada ano. Para homens, ela deve alcançar 105 pontos em 2028. Para mulheres, deve chegar a 100 pontos em 2033.

A segunda opção durante a transição será segundo a própria idade mínima. Pela proposta, a idade mínima para homens/mulheres começa em 61/56, em 2019, e subirá seis meses por ano até atingir o patamar definitivo. A idade mínima masculina alcançará 65 anos em 2027, e a feminina chegará a 62 em 2031.

Durante a transição, ainda poderão pedir aposentadoria por tempo de contribuição os trabalhadores que estão a dois anos de completar o tempo mínimo de recolhimento junto ao INSS (35 anos para homens e 30 para mulheres). Para estes casos, haverá um “pedágio” de 50% sobre o tempo que falta para conquistar o benefício. Ou seja, se faltam dois anos para pedir a aposentadoria, a pessoa deverá contribuir por mais um ano.

Pelo texto, quem recebe até R$ 5.839,45 terá uma redução na alíquota de contribuição. Quem recebe até um salário mínimo, por exemplo, hoje paga 8% do salário ao INSS. Com a mudança, passará a pagar 7,5%.

Servidores públicos

A idade mínima dos servidores públicos será equiparada à dos trabalhadores do setor privado: 62 para mulheres e 65 para homens. A diferença é o tempo de contribuição necessário: ficará em 25 anos, com a exigência de 10 anos no serviço público, dos quais 5 no cargo atual.

A transição pela pontuação (idade + tempo de contribuição) vai funcionar no mesmo ritmo que o da Previdência geral: começa em 96/86 até chegar a 105/100 em 2033. Servidores que entraram na função até 31 de dezembro de 2003 receberão aposentadoria integral ao atingirem 65 anos (homens) ou 62 (mulheres). Para os professores a idade é 60 anos.

Já para os servidores que ingressaram após 2003, o critério para o cálculo do benefício é igual ao do INSS. O setor público estará sujeito às mesmas alíquotas de contribuição do setor privado. Isso significará um desembolso maior para os funcionários públicos de altos salários. O motivo é que todos os servidores pagam, atualmente, 11% sobre todo o vencimento (se iniciou a carreira até 2013 e não aderiu ao Funpresp) ou 11% até o teto do regime geral (se entrou após 2013, com ou sem Funpresp). Pela nova proposta, funcionários públicos que ganham mais de R$ 5.839,46 terão alíquotas de no mínimo 11,68%, progressivamente mais altas conforme for o salário.

Aposentadoria rural

O governo quer implementar idade mínima de 60 anos para homens e mulheres na aposentadoria rural. Hoje a idade mínima das mulheres é de 55. A Previdência atual prevê tempo mínimo de atividade rural de 15 anos, mas não estabelece tempo mínimo de contribuição.

Com a proposta, os trabalhadores do campo terão que comprovar 20 anos de contribuição.

Militares, policiais militares e bombeiros

A nova Previdência quer equiparar as regras de aposentadoria dos militares com a de agentes da PM (Polícia Militar) e bombeiros. As mudanças para as Forças Armadas, contudo, não fazem parte desta PEC. Segundo o Secretário da Previdência, Rogério Marinho, a categoria será contemplada em um projeto de lei separado, a ser apresentado dentro de 30 dias.

As regras diferem para outras categorias da segurança pública. Membros das polícias civis, da PF (Policia Federal) e agentes de penitenciárias ou centros socioeducativos (para menores infratores) receberão a remuneração do último cargo, desde que tenham ingressado antes de a reforma entrar em vigor.

Já os que entrarem depois contribuirão sob o mesmo cálculo do regime geral. Policiais civis e federais terão idade mínima de 55 anos. Se forem homens, é exigido o mínimo de 30 anos de contribuição e 20 de exercício. Já as mulheres precisarão de 25 anos de contribuição e 15 de exercício . No caso dos agentes, a única diferença é o tempo mínimo de exercício: será fixado em 20 anos, assim como o dos homens.

Professores

Professores contribuintes do INSS poderão se aposentar a partir dos 60 anos, desde que tenham contribuído por pelo menos 30 anos. Já os professores  da rede pública terão que comprovar 10 anos no serviço público e 5 no cargo, além de cumprirem a idade mínima.

(Informações Congresso em Foco)

Rubens Pereira Jr explica em vídeo pontos do Projeto Anticrime

 

rubensjr-minO deputado federal Rubens Pereira Jr (PCdoB-MA) publicou hoje (18), no Youtube, a análise dos principais pontos do Projeto de Lei Anticrime, apresentado no início do mês pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

A expectativa do governo é enviar proposta ao Congresso Nacional ainda nesta semana, mesmo em meio à crise envolvendo o caso Bebianno, este é um dos projetos que representam algumas das principais promessas de campanha do governo Bolsonaro.