Em resposta a Bolsonaro governadores dizem para ele abrir mão de impostos

 

bosa e governadores
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A maioria dos governadores brasileiros, 22 dos 27, assinaram o documento divulgado nesta segunda-feira (3), em resposta a acusação de Jair Bolsonaro, que o aumento dos combustíveis é culpa dos mandatários estaduais. De acordo com Bolsonaro os governadores prejudicam o consumidor ao cobrarem em média 30% de ICMS.

“Consideramos que o governo federal pode e deve imediatamente abrir mão das receitas de PIS, COFINS e CIDE, advindas de operações com combustíveis”, diz o texto.

Assinaram o documento os governadores do Sul, Sudeste e Nordeste. Ficaram de fora da lista Distrito Federal, Goiás, Rondônia, Acre e Tocantins.

NOTA DOS GOVERNADORES EM RESPOSTA A BOLSONARO

Posicionamento de vinte e dois governadores em relação ao ICMS sobre combustíveis

Os Governadores dos Estados têm enorme interesse em viabilizar a diminuição do preço dos combustíveis. No entanto, o debate acerca de medidas possíveis para o atingimento deste objetivo deve ser feito nos fóruns institucionais adequados e com os estudos técnicos apropriados.

Diante da forma como o tema foi lançado pelo Presidente da República, exclusivamente por intermédio de redes sociais, cumpre aos Governadores esclarecer que:

1 – O ICMS está previsto na Constituição Federal como a principal receita dos Estados para a manutenção de serviços essenciais à população, a exemplo de segurança, saúde e educação.

2 – O ICMS sobre combustíveis deriva da autonomia dos Estados na definição de alíquotas e responde por, em média, 20% do total da arrecadação deste imposto nas unidades da Federação. Lembramos que 25% do ICMS é repassado aos municípios.

3 – Segundo o pacto federativo constante da Constituição Federal, não cabe à esfera federal estabelecer tributação sobre consumo. Diante do impacto de cerca de 15% no preço final do combustível ao consumidor, consideramos que o governo federal pode e deve imediatamente abrir mão das receitas de PIS, COFINS e CIDE, advindas de operações com combustíveis.

4 – O governo federal controla os preços nas refinarias e obtém dividendos com sua participação indireta no mercado de petróleo – motivo pelo qual se faz necessário que o governo federal explique e reveja a política de preços praticada pela Petrobras.

5 – Os Estados defendem a realização de uma reforma tributária que beneficie a sociedade e respeite o pacto federativo. No âmbito da reforma tributária, o ICMS pode e deve ser debatido, a exemplo dos demais tributos.

6 – Nos últimos anos, a União vem ampliando sua participação frente aos Estados no total da arrecadação nacional de impostos e impondo novas despesas, comprimindo qualquer margem fiscal nos entes federativos.

Os Governadores dos Estados clamam por um debate responsável acerca do tema e reiteram a disponibilidade para, nos fóruns apropriados, debater e construir soluções.

Brasília, 3 de fevereiro de 2019.

PIB do Maranhão é o 4º em crescimento no país e o 2º no Nordeste

 

Infografico_PIB_Regional_987321654111O PIB do Maranhão apresentou em 2017 o 4º maior crescimento com alta de 5,3% entre todos os Estados brasileiros e o 2º no Nordeste em 207 de acordo com IBGE divulgou nesta quinta-feira (14) pelo IBGE. A alta foi de 5,3%.

O governador Flávio Dino comemorou o resultado  e disse que os números de 2018 e 2019 serão muito bons também, apesar do momento de dificuldade da economia brasileira.

“Maranhão teve 4º maior crescimento do PIB em 2017, equivalendo a 4 vezes o crescimento do Brasil. Fruto da UNIÃO entre setor público e iniciativa privada, no campo e na cidade. Seguimos crescendo em 2018, 2019 e anos seguintes. E torcemos muito pela recuperação do Brasil inteiro” disse Flávio Dino.

O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de riquezas de um país, Estado ou cidade. Ou seja, quanto maior, melhor a economia.

O desempenho da economia maranhense também ficou também quatro vezes acima da média nacional, que cresceu 1,3%. O principal setor que puxou para cima o PIB maranhense foi o agronegócio.

Veja mais detalhes sobre os números do IBGE

Lula inicia semana com agenda movimentada e ato político no domingo (17) em Recife

 

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Foto: Reprodução

O ex-presidente Lula tem agenda política movimenta nesta segunda-feira (11), nela conversas com o senador americano Bernie Sanders e o presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández. Lula também prepara a sua primeira caravana no Nordeste depois da prisão.

No próximo domingo (17), o petista estará em Recife, o evento em Recife deverá se transformar em um ato de celebração pela liberdade de Lula, onde o ex-presidente agradecerá a militância e fazer um pronunciamento especial ao povo nordestino.

Podcast “Diálogo com Othelino” destaca temas discutidos no 5º Encontro do ParlaNordeste

 

O deputado Otelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, no posdcast “Dialogos com Othelino” desta segunda-feira (12), destacou os temas tratados na 5ª Reunião dos Governadores do Nordeste que ocorreu na última sexta-feira (9)

‘Bolsonaro devia fazer conta ao invés de ficar falando besteiras na rua’ diz Weverton Rocha

 

Senador Weverton Rocha
Senador Weverton Rocha (PDT)/Foto: Reprodução

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), durante a sessão ordinária desta terça-feira (6), a primeira após o recesso parlamenta, contribuiu para fazer coro às críticas a Bolsonaro, por senadores do Nordeste.

Para ele, enquanto Bolsonaro fica falando besteiras e dividindo o país ainda mais, questões sérias e importantes para o Brasil continuam sem avançar.

“.. impressiona como o presidente Bolsonaro trata toda uma reunião, como se achasse que apenas apertando um botão poderia dizer esqueça-os. Vamos anulá-los, tirá-los da Federação. O presidente Bolsonaro.., primeiro tem que fazer contas antes de ficar falando besteira no meio da rua. Ele precisa lembrar que no Senado o Norte e Nordeste somam 48 senadores, o suficiente para barrar qualquer coisa. Mas, não faremos porque temos responsabilidade..”, disse Weverton Rocha.

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Flávio Dino diz que não é porque Bolsonaro não gosta dele, que deixará de recebê-lo no MA

 

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O governador, Flávio Dino (PCdoB), após o presidente Jair Bolsonaro declarar seu ressentimento e preconceito com o Nordeste, de modo particular ao Maranhão, fez Flávio Dino passar ser presença mais frequente no noticiário político nacional.

Em entrevista ao Site Congresso Em foco, publicada neste sábado (27), Flávio Dino, fala sobre as declarações de Bolsonaro e sobre a possibilidade de recebê-lo no Maranhão. Para ele, não há nenhum problema em cumprir agenda ao lado de Bolsonaro.

“..não é porque ele não gosta de mim que vou deixar de cumprir o juramento que fiz de defender meu estado”, acrescentou Flávio Dino.

Questionado ainda sobre a declaração do presidente Bolsonaro, sobre a polemica envolvendo os governadores do Nordeste, ele disse que acredita que o presidente tem dado declarações polêmicas como essa apenas para ocupar a agenda pública com conflitos e, assim, esconder a falta de resultados do governo federal.