Em artigo governador Flávio Dino fala sobre Direito e Justiça

 

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Governador Flávio Dino com Dom. Belisário no lançamento da Campanha da Fraternidade 2019, no Maranhão/Foto: Reprodução

A Quaresma é sempre um tempo de reflexão para nós cristãos. E todos os anos, nesse período, a Campanha da Fraternidade contribui com um tema para reflexão geral da comunidade. Agora a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) nos convida a refletir sobre políticas públicas e a participação política, nesses tempos de desânimo de muitas pessoas com a vida em sociedade.

“Serás libertado pelo Direito e pela Justiça” (Isaías, 1, 27) é a passagem bíblica que marca a campanha. Ou seja, a libertação, além de espiritual, também ocorre por meio da luta por uma sociedade mais justa, com direitos para todos. No mesmo Livro de Isaías, capítulo 1, no versículo 17, estão delineadas características de uma sociedade melhor, a ser edificada com as mãos de todos: “Respeitai o Direito, protegei o oprimido; fazei justiça ao órfão, defendei a viúva.”

Portanto, só há o cumprimento da Palavra quando todos agem juntos segundo o Direito, que tem como escopo principal a promoção dos oprimidos, simbolizados na Bíblia pelos órgãos e viúvas.

A construção dessa sociedade melhor é um trabalho árduo que necessita da participação de todos, para desespero dos que acreditam em soluções mágicas ou autoritárias, ou que se alimentam do conflito para demarcar posições, em vez do diálogo para construir soluções.

Aqui no Maranhão, temos construído um processo coletivo de transformação de nosso estado, após décadas de governos que só pensavam nos seus, e não nos oprimidos, como determinam as Sagradas Escrituras. O Orçamento Participativo é uma boa prova da mudança. Ele é uma ferramenta de atuação popular junto ao Estado para encontrar soluções de forma coletiva. É um processo que estimula a mobilização das pessoas para definir o destino dos recursos públicos. Nesses 4 primeiros anos de gestão, cerca de 100 mil maranhenses participaram desses processos. Um total de R$ 160 milhões dos recursos públicos foram investidos em obras definidas pelo Orçamento Participativo.

Este ano, o Orçamento Participativo será retomado em maio. Mas antes mesmo disso, já estamos iniciando um outro processo participativo no estado. É a elaboração do Plano PluriAnual (PPA), que definirá os principais programas de gestão nos 4 próximos anos. Os temas norteadores do PPA são os novos 65 compromissos que firmei com o povo do Maranhão para este novo mandato.

Nova gestão que se inicia sob uma égide desafiadora. Seguir sendo um dos governos mais bem avaliados do país, em meio a uma das mais prolongadas e profundas crises da história. Alcançar esta meta só é possível estando conectado com nosso povo. Com o que ele quer e almeja. É o que continuaremos a fazer.

Luis Fernando próximo de integrar equipe do governador Flávio Dino

 

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Governador Flávio Dino e Luis Fernando (Prefeito de São José de Ribamar)/Foto: Reprodução

Do Blog Marrapá

Os rumores de que o prefeito de São José de Ribamar, Luís Fernando, irá assumir uma pasta no governo Flávio Dino podem se concretizar ainda essa semana. 

E a secretaria já está até definida. É a de Projetos Especiais (SEPE), que deixará de ser Extraordinária e será reforçada com a incorporação de alguns órgãos que ficarão sob sua responsabilidade, como o Imesc. 

Luís Fernando vai substituir o advogado Enos Ferreira na SEPE. 

Felicidade e gratidão de Rogério Cafeteira ao ser empossado

 

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Governador Flávio Dino e Rogério Cafeteira/Foto: Reprodução

O auditório do Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, onde foi realizada a posse dos 12 novos Secretários do Estado, na manhã desta segunda-feira (25), em São Luís, ficou pequeno para o número de autoridades, políticos e convidadas que compareceram a solenidade.

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Entre os empossados, Rogério Cafeteira (DEM), que comandará a Secretaria de Esportes e Lazer do Estado certamente refletia maior satisfação entre todos. Após travar uma batalha como líder do governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa do Maranhão durante o primeiro governo, não conseguiu sua reeleição. Mas, ao invés de procurar e apontar culpados assumiu a responsabilidade pela própria derrota nas urnas, demonstrando grandeza e maturidade política ratificando sua lealdade ao governador.

Sua escolha para ocupar uma das pastas no segundo governo era dada como certa. Rogério Cafeteira não escondia de ninguém o entusiasmo em fazer parte da equipe de Flávio Dino, a quem não economiza elogios como governador. Aos mais próximos tem dito que uma das suas grandes metas inicias na Secretaria de Esportes será revitalizar e entregar o Parque Aquático, localizado no Complexo Esportivo do Castelão.

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Foto: Reprodução

Flávio Dino mostrou no evento porque é a maior liderança política atualmente no Maranhão. Com uma base de apoio que reúne vários partidos, o governador conseguiu apresentar a reforma no prazo que havia anunciado contemplando todos.

Flávio Dino diz que pretende disputar presidência em 2022

 

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O PCdoB do Maranhão realizou na Assembleia Legislativa, nesta sexta-feira (22), uma Conferência Estadual Extraordinária. O evento teve a participação do governador Flávio Dino, além dos demais principais quadros do partido no estado.

Durante seu pronunciamento o governador disse que pretende concorrer à presidência da república em 2022. “Estou mesmo me preparando para 2022. Vocês nem notaram, já estou até com cinco quilos a menos. Vamos enfrentar o laranjal e a turma do mal”, afirmou o comunista.

Os participantes da Conferência responderam à declaração de Flávio Dino com gritos de “Brasil, pra frente, Dino presidente”.

E o governador continuou falando sobre sua relação com a política e disputas eleitorais. “Eu adoro uma eleição, estou doido para disputar mais uma, essa especial. A gente tem que plantar a coisa certa, para colher a coisa certa”, completou Flávio.

O governador também voltou fazer críticas ao projeto da reforma da previdência de  Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, e convocou os presentes para mobilização no Maranhão, que acontecerá no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

(Com informações do blog do Jhon Cutrim)

Secretário Felipe Camarão não será candidato a Prefeito de São Luís

 

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Governador Flávio Dino e Felipe Camarão (Secretário de Educação do Estado)/Foto: Reprodução

O Secretario de Educação do Maranhão, Felipe Camarão, que vinha sendo apontado como um dos principais nomes para sucessão municipal em São Luís em 2020, utilizou as redes sociais para dizer que não concorrerá ao pleito.

No comunicado o Secretário informa que conversou com o governador e continuará à frente da Educação, ajudando mudar o Maranhão. Ele um dos principais nomes da equipe de Flávio Dino, e uma espécie de ‘trunfo’ do grupo dinista.

Amigos e amigas,

Nos últimos dias venho recebendo inúmeros questionamentos sobre possível candidatura para Prefeitura de São Luís, o que me faz escrever esta mensagem, para vocês, destacando que meu foco é continuar ajudando o governador Flávio Dino no grande desafio do Maranhão, que é a EDUCAÇÃO. Trabalho diuturnamente para garantir mais escolas, mais professores, melhor IDEB. São muitas ações para que tenhamos uma educação pública de qualidade, que não dá para desvirtuar meu foco sendo pré-candidato.

Conversei com o governador e decidi que o melhor caminho a seguir é continuar focado no trabalho educacional que venho executando, sob o seu comando. Retiro meu nome de qualquer especulação para futura candidatura à Prefeitura. O foco é educação para todos e não eleição! 

(Felipe Camarão)

Para Flávio Dino a Reforma da Previdência de Bolsonaro é uma ‘arapuca’ para pobres

 

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Flávio Dino (Governador do Maranhão) durante reunião onde foi apresentada a Proposta de Reforma da Previdência do governo Bolsonaro/Foto: Reprodução

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), participou nesta quarta-feira (20), do Fórum de Governadores em Brasília. O ministro Paulo Guedes (Economia), compareceu à reunião onde apresentou a Proposta de Reforma da Previdência do governo Bolsonaro, e pediu apoio dos governadores para sua aprovação.

Ao sair da reunião e nas redes sociais Flávio Dino externou suas impressões inicias sobre a proposta e demonstrou preocupação. ” A Proposta de reforma da previdência do Governo Federal, infelizmente, tem fortes medidas contra os mais pobres e mais frágeis. Por exemplo, idosos pobres, trabalhadores rurais, pessoas com deficiência”, disse Dino.

A principal preocupação do governador são os pontos que penalizam aos mais pobres, em detrimentos dos ricos, como vinha alertando.

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Foco em prender é mais ‘demagogia populista’, diz Flávio Dino

 

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Flávio Dino (Governador do Maranhão)/Foto: Reprodução

O governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), diz esperar que o governo federal tape buracos. Literalmente. Em plena safra da soja no país, a única estrada que chega ao complexo portuário da ilha de São Luís está precisando de reparos.

O primeiro comunista a liderar um estado brasileiro vê a gestão Bolsonaro “tapando buracos” também em uma de suas principais metas, a segurança pública. Deve chegar esta terça (19) ao Congresso Nacional o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Para ele, trata-se de uma solução falha.

Em entrevista ao UOL, o governador, que é ex-juiz federal, criticou as medidas de Moro. Segundo ele, elas vão na contramão do que Dino vêm tentando implementar no Maranhão nos últimos anos.

Quando Dino foi eleito pela primeira vez, em 2014, o estado nordestino enfrentava uma das maiores crises da segurança pública no Brasil. No começo daquele ano, a imprensa divulgou vídeos de presos degolados em Pedrinhas, complexo penitenciário de São Luís. Quatro anos mais tarde, o governador comemora – com moderação – os mais de 400 presos aprovados no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e aceitos em postos de trabalho.

“Em todos os casos do mundo que você analisa, a melhoria da segurança pública não passa apenas por uma mudança de lei. Você tem em primeiro lugar o enfrentamento de questões sociais, e em segundo lugar a boa gestão do sistema. Na hora que você prioriza um pacto legislativo, você está com a prioridade errada”, defende Dino.

Leia a entrevista completa:
UOL – O senhor deu declarações dizendo que é necessário “analisar as consequências” do pacote anticrime do ministro Sergio Moro. Qual é a sua avaliação geral sobre o texto e que consequências são essas?

Flávio Dino – Tenho duas observações gerais: a primeira, é que quem estuda a segurança pública no Brasil tem sublinhado ao longo das últimas décadas que mais importante do que a mudança de leis são as mudanças de gestão e de práticas. Gastar muita energia em mudança de leis, quando o centro do problema está na estrutura e na forma de atuação do sistema policial de modo geral, é uma prioridade equivocada.

A segunda observação diz respeito ao sentido, à direção das mudanças legais propostas. Todas vão na mesma direção, portanto colherão as mesmas consequências, que é a ampliação do número de pessoas presas. Ora, no momento que você amplia o número de pessoas presas, se não houver simultaneamente investimentos e condições para o sistema penitenciário dar conta dessa demanda, nós teremos na verdade um efeito negativo em relação aquilo que vem sendo anunciado como um dos objetivos principais: combater o poder das facções criminosas.

Mas o número de presos também aumentou muito no Maranhão nos últimos anos e os presídios do estado estão superlotados. Por que isso aconteceu? Como o estado lida com essa questão?

Nós investimos bastante na polícia, porque tínhamos uma taxa de homicídio muito alta no Maranhão. Por exemplo, na região metropolitana de São Luís nós chegamos a ter mil homicídios em um ano. Nós fechamos ano passado na casa dos 300 e pouco, ou seja, uma redução de mais de 60%. Isso derivou do fato de eu ter colocado mil viaturas novas nas ruas, de eu ter colocado quase 5.000 policiais novos, de concursos públicos, então esses números de investimento na política tiveram esse efeito.

Ao mesmo tempo o sistema de justiça infelizmente não acompanhou com a mesma velocidade o aumento da eficiência policial. A justiça mantém ainda um grande número de presos provisórios – se você pegar nossa população carcerária, 40% são de presos que não foram julgados ainda. E isso não é uma questão que caiba ao governo, mas sim a outros poderes do Estado.

Esse aumento da população carcerária está relacionado à diminuição dos homicídios no Maranhão e em São Luís, particularmente?

Está associado de um modo geral à ampliação da eficiência da polícia. Uma política mais eficiente resulta nesses dois subprodutos: de um lado a diminuição das taxas de criminalidade, de outro, como o caminho legal é exatamente o sistema prisional, acabou tendo esse impacto. É uma questão que compete, como eu te disse, a outros poderes. Que diz respeito ao uso de penas alternativas e medidas despenalizadoras etc.

“No Brasil, o cárcere ainda é visto como caminho principal de repressão. Mais policiais, mais investigação, mais prevenção, mais pessoas presas. Infelizmente é assim que tem sido”.

Retomando o seu raciocínio, isso não tem também como consequência o fortalecimento do crime organizado?

Se você não tiver investimentos na ampliação de vagas, sim. Por isso frisei no começo que se você propõe aumento da população carcerária, você tem que paralelamente investir em medidas que garantam que esse efeito indesejável não aconteça. Ou seja, você tem que investir em gestão, que é o que temos feito aqui, tanto que se você pegar as taxas de letalidade e de fuga dentro do sistema penitenciário do Maranhão elas são declinantes, todas elas.

O complexo de Pedrinhas se tornou símbolo da calamidade dos presídios brasileiros. O que Pedrinhas diz sobre a lógica de combate à violência hoje no Brasil?

Existe o risco de que esse cenário se repita? Acho que esses casos, alguns mais antigos, outros mais recentes, mostram que é imprescindível quando se cuida de segurança pública não apenas mudar leis, não apenas entupir as penitenciárias, mas cuidar do sistema. O que fizemos em Pedrinhas? Eliminamos a terceirização indiscriminada que havia lá com concurso público. Melhoramos os recursos humanos. Treinamos, capacitamos, ampliamos as oportunidades de trabalho e de estudo. Nós tivemos no último Enem 900 presos inscritos, metade foi aprovada. É claro que ele não é um sistema ainda imune a falhas, porque é um processo que leva tempo, mas a gente caminha na direção certa e as estatísticas mostram isso.

“Exemplo é uma palavra muito forte, mas acho que isso pode servir de referência, diria, do que tem que acontecer a nível de Brasil. Não apenas essa demagogia populista, simbólica e equivocada de prender todo mundo, mas cuidar também do modo como as pessoas são presas, porque se forem presas de qualquer forma, você tá justamente aumentando a violência na sociedade, o que, claro, ninguém deseja”.

Um dos pontos que gerou mais discussão sobre o documento foi a questão da legítima defesa, ou o excludente de ilicitude. Pode-se dizer que se trata de uma licença para matar?

As causas de excludente de ilicitude já existentes no código penal são suficientes: legítima defesa, estado de necessidade, exercício regular do direito e cumprimento do dever legal. Não há nenhum sentido em alterar isso.

Da forma como foi proposto, na verdade, você terá a ampliação de casos de sacrifício de vidas. Nós vimos infelizmente uma tragédia, um caso prático, do que pode acontecer com a generalização dessa nova excludente de ilicitude, essa nova legítima defesa, que foi o caso do supermercado Extra. É tipicamente o que o Sérgio Moro está tentando legalizar – ou seja, o chamado excesso.

A pessoa, o vigilante no caso, tomado por um medo, justificaria o seu excesso. “Eu me excedi porque estava tomado pelo medo, pela surpresa, pelo espanto”, que são as palavras que estão no projeto.

O pacote também prevê a prisão após condenação em segunda instância, um ponto que deve ser revisto pelo STF (Supremo Tribunal Federal) ainda neste ano. Acha que a decisão perdurará?

Realmente é uma coisa inútil, porque o que vai prevalecer é a interpretação do Supremo sobre a Constituição, independente do que esteja no código de processo penal. É uma medida que realmente parece uma preocupação de defender o que ele [o ministro Sergio Moro] próprio fez no caso do Lula. Mais uma defesa de um ponto de vista do que propriamente a solução de um problema.

Rui Costa deu uma entrevista à Folha defendendo o pacote e o endurecimento de penas, que é uma ideia promovida pelo governo Bolsonaro. Como vê essas declarações vindas de outro governador do Nordeste e de um partido aliado como o PT?

Eu não vi a entrevista do Rui, também não conversei com ele sobre isso. Imagino que ele esteja se referindo a uma ou outra medida. O pacote não é de todo ruim, tem coisas razoáveis. O problema é que o conjunto da obra é ruim. A história brasileira mostra que não é puramente aumentando pena que você diminui a criminalidade.

Quais são as medidas positivas no pacote?

Me agrada por exemplo a introdução da chamada barganha, o “plea bargain”. Acho que isso aparece em bons termos ali. É uma via rápida para crimes de menor potencial ofensivo, com pena de até quatro anos, e que podem se converter nas chamadas penas alternativas, como prestação de serviços à comunidade para crimes cometidos sem violência. É algo que pode agilizar o conjunto do sistema de Justiça. Você está liberando tempo do judiciário para cuidar dos casos mais graves.

O “plea bargain” até agora estava sendo feito de forma clandestina, como foi feito muitas vezes no âmbito da chamada Operação Lava Jato. Foram feitas várias barganhas que ultrapassavam inclusive o conceito de delação premiada. Por isso acho que ter lei é importante e acho que ajuda o sistema de justiça a melhorar sua atuação.

O projeto deve ser apresentado nesta terça (19) ao Congresso. Qual sua expectativa para tramitação dele no legislativo?

Dá para aprová-lo simultaneamente à reforma da Previdência? Vou te responder levando em conta dois fatores. O primeiro é a imensa confusão política em que o governo está imerso há várias semanas, ou talvez desde a sua posse. Essa confusão política atrapalha muito na medida em que os governos são líderes do processo legislativo no Brasil – você tem que ter o governo liderando para o processo legislativo andar.

O segundo aspecto diz respeito à experiência parlamentar. Pacotes muito amplos como esse são a melhor receita para andar devagar. Se você prioriza poucos temas, fica mais fácil de tramitar. Eu acredito que esse debate vai estar posto no Congresso durante todo o ano.

Acha que a possível demissão do secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, sinaliza para uma crise maior?

O que a saída de um ministro em apenas dois meses de governo significa? Significa que é um governo sem liderança, sobretudo isso. A impressão externa é que são vários governos ao mesmo tempo se digladiando entre si, sem que você tenha uma liderança clara do rumo a adotar. A continuar por esse caminho, a chance de dar certo é muito pequena de fato.

O que espera do governo Bolsonaro em termos de políticas para o Nordeste, considerando esses dois primeiros meses de governo?

Não deu ainda para avaliar nada, até porque não houve sequer uma reunião oficial do Presidente da República com os governadores – nem do Nordeste, nem de nenhuma outra região. Não houve ainda uma iniciativa do governo federal de fazer exatamente essa pergunta que você acabou de me fazer: qual é a agenda que os estados esperam. No momento não há o que avaliar, é aguardar e torcer para dar certo.

Eu, particularmente, quero debater a retomada do crescimento econômico, o fim da recessão, a geração de empregos e a realização de investimentos. Investimentos que são importantes, por exemplo, nas estradas federais. Nesse momento nós estamos no Maranhão com o principal acesso à ilha de São Luís, e portanto ao complexo portuário que é o maior do país, prejudicado pelas péssimas condições da BR-135, que é a única estrada que entra na ilha. Estamos há semanas lutando com o governo federal para ver se ele tapa os buracos da BR, porque estamos em plena safra da soja.

(Informações UOL)

Gov. Flávio Dino se reúne com o vice-presidente Hamilton Mourão

 

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Flávio Dino (Governador do Maranhão) e o vice-presidente Gen. Hamilton Mourão/Foto: Reprodução

O Governo do Maranhão Flávio Dino se reuniu nesta quinta-feira (14), em Brasília, com  o Vice Presidente da República, General Hamilton Mourão.

O Governador defendeu uma agenda de desenvolvimento para o Nordeste e convidou o Vice Presidente para uma visita ao Porto do Itaqui, o porto que mais cresce no Brasil.