Governadores unificam ações e governo federal anuncia R$ 8 bi para o Nordeste

 

governadores-nordeste
Foto: Reprodução

Os governadores do Nordeste decidiram padronizar as ações de contenção ao alastramento do coronavírus e criaram grupos de trabalho com secretários estaduais de Saúde e da Fazenda.

A maioria das ações de isolamento social é criticada pelo presidente Jair Bolsonaro e considerada por ele um exagero, uma “histeria”. O presidente e governadores do Nordeste e Norte tiveram reuniões separadas, por videoconferência, nesta segunda-feira (23).

“Ativamos a Câmara Técnica de Saúde e medidas uniformes, como barreiras conjunta nos estados e em parceria com municípios para regra de isolamento social para quem chega no estado. Equipe de recepção com procedimento comum e isolamento social no município do destino. Câmara Técnica para Economia com secretários da Fazenda, para decisões mais uniformes. E uma Câmara Técnica Social e de Segurança para as medidas de proteção às pessoas mais vulneráveis”, explicou, Wellington Dias, governador do Piauí.

“Precisamos  socorrer quem precisa e socorro de quem pode, da União, como estão fazendo outros países. Recursos para estados e municípios para saúde, mas também para manter as atividades com compensação da perda que já começou. FPE [Fundo de Participação dos Estados] , ICMS [imposto estadual] e outras receitas caindo. Tem que ter socorro para estados e municípios para serviços essenciais incluindo saúde, segurança, social”, destacou ainda Wellington Dias.

Antes de iniciar a reunião com governadores do Norte e Nordeste, Bolsonaro escreveu e publicou nas redes sociais  uma série de medidas emergenciais para as unidades da federação:

“O Governo Federal responde com plano de R$ 85,8 bilhões para fortalecer Estados e Municípios, sendo este exposto abaixo:

1- Transferência para a saúde / R$8 bilhões, o dobro do previsto.
2- Recomposição FPE e FPM: R$16 bilhões (seguro para queda de arrecadação).
3- Orçamento Assistencial Social: R$ 2 bilhões.
4- Suspensão das dívidas dos Estados com a União: R$ 12,6 bilhões.
5- Renegociação com bancos: R$ 9,6 bilhões (dívidas de estados e municípios com bancos).
6- Operações com facilitação de créditos: R$40 bilhões.
B- União entrará com mais recursos que o solicitado. Governadores solicitaram R$ 4 bilhões para ações emergenciais em saúde. O Governo Federal está destinando R$ 8 bilhões em quatro meses.
C- Seguro para perda de arrecadação de transferência da União. Garantia de manutenção do FPE e FPM aos mesmos níveis de 2019. Estima-se que o Governo Federal acesse com R$ 16 bilhões em quatro meses.
D- Soluções permanentes para problemas estruturais. Aperfeiçoamento das reformas: PEC Emergencial do Pacto Federativo e Plano Mansueto estão sendo aprimorados e darão fôlego a Estados e Municípios para vencer a crise.
E- Governo Federal, Justiça, Congresso, Estados e Municípios juntos construirão uma saída estrutural federativa”.

(Informações Site Congresso em Foco)

“Amazônida unida. Brasil forte”: governadores querem ajudar país sair da crise

 

103056_768x450_bextfit
Foto: Reoridução

Durante a reunião do 20º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, através da Carta de Belém, os líderes dos estados da região solicitam ao Governo Federal recursos emergências para ações de prevenção e tratamento do coronavírus (Covid-19).

“Ante o cenário de emergência sanitária, manifestamos nossa preocupação com advento do coronavírus (Covid-19), com suas potenciais consequências para a saúde da população. Frisamos a necessidade de ampliar a capacidade de resposta da rede de atenção à saúde e pleiteamos do Governo Federal o imediato aporte dos recursos para o custeio das ações emergenciais, a habilitação e imediata instalação adicional de 1000 leitos de UTI para reforço da rede de cuidados intensivos”, destaca tópico da Carta.

Os governadores querem o Governo Federal ainda protagonista na implementação da regularização fundiária na região, a retomada do uso dos recursos do Fundo Amazônia, bem como a um de combate a incêndios florestais.

Os governadores defendem segurança jurídica para receber pagamento de créditos de carbono e a criação de uma rede de infraestrutura e logística de transporte que integre a região, para ajudar o país a sair da crise.

“Destaco a preocupação de uma agenda anti-crise pelos governadores, uma agenda de investimentos, para ajudar o Brasil a gerar oportunidades de trabalho, oportunidades para as nossas empresas. Amazônia unida, Brasil forte”, garantiu o governador Flávio Dino.

Flávio Dino e Edivaldo Holanda Jr discutem novas parcerias para 2020

 

edvaldo
Prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr e o governador Flávio Dino/Foto: Reprodução

‘Hoje recebi a visita do prefeito Edivaldo Holanda Jr. Ele me atualizou sobre obras da prefeitura, a exemplo da pavimentação de bairros. Também mostrei a ele o andamento da obra do Hospital da Ilha, no Turu, e da nova avenida Litorânea. Falamos sobre novos projetos em parceria p/ 2020′, disse o governador Flávio Dino.

Bancada maranhense discute liberação de emendas para o Estado

 

bancada

A bancada maranhense se reuniu nesta terça-feira (8), em Brasilia, para discutir demandas do Estado. A reunião aconteceu no gabinete do senador Weverton (PDT), participaram os três senadores e a maioria dos deputados federais.

De acordo com Weverton o objetivo da reunião foi para tratar entre outras coisas da liberação de emendas para o Estado.

“Reunião com a bancada do Maranhão no nosso gabinete para discutir a conjuntura política do país. Conversamos também sobre a liberação de emendas para o estado. Nosso compromisso é cuidar do povo maranhense” destacou o senador Weverton.

Adriano Sarney diz que encontro de Flávio Dino e José Sarney não interferirá no seu mandato

 

adriano-sarney-e-josé-sarney
Deputado Estadual Adriano Sarney (PV) e o ex-presidente José Sarney (MDB)/Foto: Reprodução

O deputado estadual Adriano Sarney (PV), que andava meio sumido desde o encontro de Flávio Dino e seu avô José Sarney, semana passada em Brasília, nesta terça-feira (2), usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão para comentar o assunto.

Num misto aparentemente de ódio e constrangimento em relação a reunião entre os dois líderes políticos, o único representante direto da família Sarney com mandato atualmente, disse que manterá a mesma postura de oposição ao governo Flávio Dino.

Adriano Sarney que já tentou até suprimir o próprio sobrenome por causa do desgaste, afirmou ter havido um acordo entre Dino e Sarney, mas não disse qual e nem que vai dizer. O governador após o encontro negou peremptoriamente que foi tratado qualquer assunto nesse sentido.

Flávio Dino tem mantido posição destacada no debate nacional e demonstrado preocupação com atual conjuntura política no país, o que para ele representa risco para ordem democrática. Nesse sentido se justificaria o encontro com José Sarney, a exemplo dos encontros já ocorridos com Lula e Fernando Henrique, e que deverá ocorrer também com Dilma Rousseff.

O fato é que a reunião ainda não foi digerida muito bem, e talvez nunca seja, por alguns dinistas e principalmente sarneysistas, estes derrotados nas duas últimas eleições para Flávio Dino, e cujas as críticas se intensificaram após a possibilidade do governador do Maranhão disputar as eleições presidências em 2022, tornar-se uma realidade.

Na Assembleia Legislativa deputados classificam de ‘grandeza política’ encontro de Dino e Sarney

 

roberto-11
Foto: Reprodução

Coube ao deputado estadual Roberto Costa (MDB), destacar nesta quinta-feira (27), da tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão, o encontro do governador Flávio Dino e o ex-presidente Sarney ontem em Brasília.

O fato é que a reunião entre Flávio Dino e Sarney movimentou fortemente a classe política no Maranhão. As especulações e teorias para o encontro foram das mais prováveis às absurdas, tanto que Dino tratou rapidamente de explicar o objetivo da agenda com o adversário político.

“Conversei com o ex-presidente José Sarney sobre quadro nacional. Apresentei a ele a minha avaliação de que a democracia brasileira corre perigo, em face dos graves fatos que estamos assistindo. Já estive com os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique, com a mesma preocupação”, disse Dino no twitter.

O pronunciamento do deputado Roberto Costa, teve como base ‘grandeza política’ de ambas lideranças políticas e o compromisso deles com o Brasil, que esqueceram as diferenças e divergências no campo político para defenderem as instituições e a democracia na mais grave crise social, política e econômica na atual quadra no país.

Com exceção de Wellington do Curso (PSDB), que preferiu manter em sua fala restrita à disputas paróquias, praticamente todos deputados presentes no plenário que apartearam Roberto Costa, classificaram o gesto de Flavio Dino e José Sarney como necessário e de grande importância na atual conjuntura no brasileira.

OUÇA PARTE DO PRONUNCIAMENTO DE ROBERTO COSTA

Flávio Dino defende Educação durante reunião com o presidente Bolsonaro

 

D6J9-9dXoAAOCvW
Flávio Dino e governadores do Nordeste durante reunião com participação do presidente Bolsonaro/Foto: Reprodução

O governador Flávio Dino defendeu o Maranhão e a retomada do crescimento do país, na tarde desta quinta-feira (9), em Brasília, na reunião dos governadores do Nordeste que contou com presença do presidente Bolsonaro, no Palácio do Planalto.

Foi apresentado um documento em que os governadores pleiteiam o novo FUNDEB  e a revisão dos cortes em Universidades e Institutos Federais. Flávio Dino defendeu a manutenção dos recursos do Fundeb, que hoje é utilizado por Estados e Municípios para arcar com parte dos gastos na educação, especialmente salário dos professores.

“Esperamos que o governo federal estude o assunto e apresente uma proposta o quanto antes. Nós vamos insistir nessa pauta para que não haja retrocessos nas conquistas educacionais que nós tivemos nas últimas décadas”, declarou Flávio Dino.

Para o governador do Maranhão, entre as várias questões tratadas, houve avanço na proposta de equilíbrio fiscal com o Plano de Estabilidade Financeira (PEF) do governo federal, mas que a maioria serão esquecidos, principalmente a educação.

Além de Bolsonaro participaram da reunião os ministros Paulo Guedes (Economia), Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Santos Cruz (Secretaria de Governo), Bento Albuquerque (Minas e Energia), e o Advogado-Geral da União, Luiz de Almeida.

fundeb

fundeb 1

Flávio Dino se reunirá com Bolsonaro, mas avisa que continuará crítico responsável e contumaz

 

dino-bolsonaro-600x300 (1)
Flávio Dino e Jair Bolsonaro devem se reunir em Brasília, na quinta-feira (9)/Foto: Reprodução

Para quem imaginava remota a possibilidade de Flávio Dino (PCdoB) e Jair Bolsonaro (PSL), sentarem à mesa para tentarem se entender e discutir demandas do Brasil e o Maranhão, terá que rever o modo de vê política.

Durante entrevista no último sábado (4), na TV Difusora, ao ser questionado sobre a relação com Bolsonaro, o governador do Maranhão Flávio Dino, um dos mais contumazes e duros críticos do presidente e as medidas que vem adotando, informou que eles se reunirão na próxima quinta-feira (9), em Brasília.

A reunião de Bolsonaro e Dino ocorrerá dias antes da visita que o presidente fará ao Maranhão, ainda este mês, como vem sendo comentado nos bastidores da política e imprensa local.

O encontro deve agitar a agenda política em Brasília, considerando atual conjuntura política e social no país, colocará frente a frente visões completamente antagônicas. Ao falar da reunião Flávio Dino avisou que independente de qualquer coisa, não recuará da sua postura critica em relação ao governo Bolsonaro.

“A minha principal contribuição que possa prestar ao governo federal, é continuar fazendo uma boa oposição. Critico o governo firmemente lutando pra ver se acha um bom caminho. É a primeira vez que sou chamado pelo presidente da República para uma audiência que acontecerá, na quinta-feira. Lá estarei. Eu já havia pedido formalmente desde janeiro. Se o presidente vier ao Maranhão também, se depender de mim, se ele quiser, será bem recebido, como eu recebo todo mundo com educação e nos termos da lei, independentemente da minha posição crítica”, destacou Flávio Dino.