A eleição da FAMEM (Federação dos Municípios do Maranhão), acontecerá no próximo dia 30 de janeiro, e terá dois candidatos aliados do Palácio dos Leões. Apesar de haver forte disseminação de informações atribuindo ao governador Flávio Dino, preferencia por um dos candidatos, ele já avisou mais de uma vez que não se envolverá no pleito.
Erlânio Xavier (Prefeito de Igarapé Grande)
Nesta quarta-feira (16), o prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), candidato de oposição ao atual presidente da entidade Cleomar Tema (PSB), de Tuntum, está prometendo reunir dezenas de prefeitos em São Luís, em ato que acontecerá no Rio Poty Hotel, na Ponta D’Areia. Nos bastidores não se fala em outra coisa, uma vez que o evento deverá mostrar o potencial e a dimensão do notório crescimento de Erlânio Xavier.
Faltando menos de 15 dias para eleição, pelo menos nas redes sociais e blogs a temperatura da disputa está em alta. Os candidatos intensificaram a campanha e vários prefeitos já estão declarando votos, o que não significa que manterão até o dia do pleito.
Dos 217 municípios apenas 190 prefeitos estão aptos a votarem. Desse total, a chapa “Humberto Coutinho”, encabeçado por Erlânio já teria apoio confirmado de algo em torno de 120 votos.
Flávio Dino (Governador do Maranhão)/Foto: Reprodução
247 – O governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) apontou irregularidades no decreto que flexibiliza a posse de armas de fogo assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (15).
Segundo ele, o “decreto faroeste” estimula o uso de armas de fogo no país. Para o governador, que foi juiz federal e professor de Direito, “além do equívoco de mérito”, o decreto, na prática, esvazia o Estatuto do Desarmamento. “Sendo lei, tem maior hierarquia normativa. Estranho”, aponta o governador.
Ele afirma ainda que, “na hora de ‘copiar/colar’ entre várias versões, algumas coisas ficaram esquisitas”. “Por exemplo, presume-se que todos os habitantes do país têm ‘efetiva necessidade’ de arma, mas estes podem ser responsabilizados por declaração falsa. Bem esquisito formalmente”, salienta.
E conclui: “Ademais, acho que o decreto faroeste revela uma desconfiança quanto ao Congresso Nacional, instância própria para rever o Estatuto do Desarmamento, que é uma lei. Aí algum gênio resolveu fazer essa gambiarra jurídica. Tenho impressão de que erraram o tiro”.
A agenda do governo do Maranhão com ministros do governo Bolsonaro, nesta quarta-feira (9), em Brasília, incomodou de tal forma o deputado Adriano Sarney (PV), que apesar de jovem, o herdeiro do grupo Sarney revelou uma visão política pequena, retrograda e arrogante que surpreendeu até outros membros da oposição no estado.
O ambiente harmonioso da reunião afetou tanto Adriano Sarney, que este se achou no direito de praticamente repreender o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Tarcísio Freitas (Infra-Estrutura), pela sinalização positiva à agenda apresentada pelo governo do Maranhão e parlamentares maranhense ao governo federal, que participaram do encontro, inclusive vários de oposição ao governo Flávio Dino.
Mas, o motivo maior do destempero de Adriano Sarney, foi a presença do deputado eleito Marcio Jerry, este ainda respondendo pela Secap( Secretaria de Comunicação e Articulação Política do Estado).
Também no twitter, Marcio Jerry, reagiu à provocação do neto do ex-presidente José Sarney:
“O neto de Sarney reclamou sobretudo da minha presença na audiência com o ministro Tarcísio Freitas. Muita petulância de Adriano Sarney querer patrulhar um Ministro de Estado”, completou.
“Quanto a mim, Adriano Sarney, irei a todos os ministérios em que houver um interesse do Maranhão a ser defendido. Tenho para isso a delegação democrática do povo maranhense através de 134.223 votos”, finalizou Jerry, mandando o recado para o neto de Sarney.
Participaram da reunião além do governador em exercício Carlos Brandão os deputados eleitos Marcio Jerry (PCdoB), Eduardo Braid (PMN)), Bira do Pindaré (PSB) e também reeleitos como Hildo Rocha (MDB), Aluízio Mendes (PODE) além do deputado Pedro Fernandes, que é detentor de mandato até o final desta legislatura.
Flávio Dino (Governador do Maranhão)/Foto: Albani Ramos
Folha de São Paulo – Empossado para mais quatro anos como governador Maranhão, Flávio Dino (PC do B) prevê um ciclo de baixo crescimento econômico e dificuldades para os estados.
À frente de um dos estados mais pobre do país, diz que buscará uma relação institucional respeitosa com o presidente Jair Bolsonaro, mesmo lhe fazendo oposição.
Por outro lado, critica a “lógica de confrontos eternos” de Bolsonaro e seus ministros: “É como se fosse um amor pela guerra”.
O senhor assume para um segundo mandato enfrentando um cenário econômico ainda mais complexo do que em 2015. Será um ciclo de maior dificuldade?
Acho que teremos um crescimento econômico baixo, mas a gente consegue atravessar 2019. Conseguimos terminar o primeiro mandato com o salário dos servidores em dia e com as dívidas com os bancos sendo pagas normalmente. Temos algum atraso com fornecedores, mas nada alarmante. De qualquer forma, desde novembro estamos fazendo um ajuste nas despesas, com renegociação de contratos em várias áreas.
Sendo um governador de um partido de oposição ao presidente, como pretende conseguir repasses voluntários do governo federal?
Não faço planejamento contando com novos recursos federais. Não está na minha contabilidade. Se aparecer [o recurso], ótimo. O que espero do governo federal é que ele faça sua parte, garantindo estabilidade e crescimento da economia.
Mas o senhor buscará pontes com o presidente?
Nosso desejo é que a relação com o novo governo se dê normalmente como aconteceu como Michel Temer. Fui oposição a Temer, mas tivemos uma relação institucional absolutamente normal. Eu não vou renunciar a nenhuma das minhas posições e o presidente não vai renunciar às dele. Mas espero que tenhamos uma relação em termos respeitosos e não em uma lógica de confrontos eternos.
Como avalia as primeiras medidas do presidente Bolsonaro?
Esses primeiros dias já mostram um traço muito preocupante do presidente e de seus ministros que é o de criar conflitos, como se fosse um amor pela guerra. Isso é ruim, pode criar uma espiral negativa que contamina o ambiente político. Por exemplo, o presidente atendeu ao pedido do Ceará de envio Força Nacional, mas fez criando conflito. Criticou o governador [Camilo Santana, do PT], dizendo que ele é radical. Achei muito estranho, esquisito. Ele trata o envio da Força Nacional como se fosse um favor. Não é um favor, é um dever, uma obrigação. São os estados que mantêm a Força Nacional.
Como vê as declarações do presidente de combater o socialismo e o comunismo?
Ninguém é obrigado a concordar com a ideologia alheia, mas tem que conviver. A Constituição garante o pluralismo político. Não cabe a nenhum ator político fazer expurgos e eliminar os diferentes. Fico em dúvida se o governo tem uma concepção ideológica de eliminar os adversários ou se isso é uma mera distração. Na ausência de uma agenda mais substantiva, com início, meio e fim, se recorre a esses expedientes como discutir cor de roupa ou demitir funcionário porque escreveu ‘Marielle vive’. O Brasil não está acostumado a ver isso em um governo. Espero que seja uma coisa de início e que depois ele mude.
O governo do Maranhão publicou um decreto do Escola sem Censura, uma espécie de contraponto ao Escola sem Partido. Vê eficácia em medidas como esta?
O nosso decreto é para dar segurança jurídica. É simplesmente o cumprimento da Constituição, que prevê a liberdade de cátedra. Já o Escola sem Partido é o nome fantasia para escola com censura, escola que quer constranger professores e estudantes a se enquadrarem em um manual ditado de cima para baixo. É retroceder 300 anos e voltar para o período pré-iluminista.
Como vê o futuro da esquerda no Brasil, agora na oposição?
A união é um valor necessário. E temos que ir ao ponto substantivo: ter uma posição firme em defesa dos direitos dos mais pobres. Defender os direitos dos trabalhadores, índios, mulheres, crianças, todos que estão no alvo de políticas do novo governo. A gente não cair num desejo aparente de certas figuras do governo de ficar batendo boca pura e simplesmente.
O senhor fala em união, mas o PC do B ensaia um bloco parlamentar com PSB e PDT, mas sem o PT. Não é um contrassenso?
Este bloco não é uma novidade. Já o fizemos em 2007, quando eu era deputado federal, e funcionou muito bem. Isso não elimina o diálogo, já que não será um bloco contra o PT. Ninguém do nosso campo pode ser contra o maior partido da oposição e o maior líder popular da história desse país. Mas temos a nossa identidade, nossas nuances, nossa história e é normal que neste período nós reforçarmos isso. Não significa hostilizar o outro.
Antes da eleição, em maio, o senhor defendeu Ciro Gomes como candidato das esquerdas em um cenário sem Lula. Olhando para trás, acha que foi um erro apostar em Fernando Haddad?
Naquele momento [maio de 2018] defendi o Ciro, mas poderia ser o Haddad. O que lamento mesmo foi não ter sido feita uma união mais ampla já no primeiro turno. O resultado mostrou que, com uma união mais ampla no primeiro turno, chegaríamos ao segundo turno em um patamar maior. Haddad cresceu quando houve essa união, uma articulação ampla com professores, intelectuais, sindicalistas. A sociedade se uniu.
Há um candidato natural para 2022?
É muito cedo para discutir isso. Temos que saber qual o futuro de Lula, como Ciro vai se comportar, se Haddad vai manter a liderança que conquistou com a eleição. Vamos esperar o curso do processo político. Tenho certeza que sentimento da sociedade será transformado. O governo que assumiu, infelizmente, vai cometer muitos erros.
O vice-governador Carlos Brandão assumiu interinamente, nesta quinta-feira (3), o Governo do Maranhão, por ocasião das férias do governador Flávio Dino, que deverá ficar afastado por cerca de 8 dias.
Brandão foi reeleito em outubro vice-governador, mantendo-se no cargo que exerce desde 2015. No primeira dia à frente do governo, Carlos Brandão, cumpriu agenda movimentado onde recebeu prefeitos, lideranças políticas e empresários.
Durante a interinidade do governador Carlos Brandão estão previstas também agendas de trabalho no interior do estado.
Ainda repercuti a solenidade de posse do governador Flávio Dino para o segundo mandato. A entrega da faixa ao governador, uma das principais etapas simbólicas da solenidade, foi realizada pela estudante Amanda Gomes, que emocionou as pessoas presentes.
Sete pessoas participaram da transmissão da faixa até que ela chegasse a Flávio. Todas representavam um segmento da sociedade maranhense.
Amanda é estudante de Santa Luzia e representou os alunos das Escolas Dignas do Maranhão. Nos primeiros quatro anos da gestão de Flávio Dino, foram entregues 840 Escolas Dignas construídas, reconstruídas ou reformadas.
Ao entregar a faixa, ela cantou a música “Semente do Amanhã”, de Gonzaguinha, emocionando o público.
“É uma honra passar a faixa para o governador. Ele merece essa faixa, tem ajudado muito o nosso Maranhão e a minha cidade querida”, diz a jovem.
O Complexo Deodoro e a primeira etapa de requalificação da Rua Grande, centro da capital, foram concluídos e entregues na noite deste sábado (22). O conjunto de obras resulta da ação parceira entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Prefeitura de São Luís, integrando a série de ações do PAC Cidades Históricas, do Governo Federal.
O governador Flávio Dino acompanhou a solenidade de entrega das obras, que teve presença ainda do prefeito Edivaldo Holanda Junior, da presidente do Iphan, Kátia Bogea, dos ministros da Secretaria de Governo, Carlos Marun e da Cultura, Sérgio Sá Leitão.
O evento contou com apresentações de Fernando de Carvalho, Mano Borges, Coral São João e Trio 1 2 3 formado pelas cantoras Tássia Campos, Mila Camões e Camila Boueri, além de apresentação de grupo de Bumba Boi, em palco montado na Praça Panteon, atraindo centenas de pessoas ao local.
O governador Flávio Dino voltou conceder entrevista ao Site 247 em nível nacional, nesta sexta-feira (21), onde fez um balanço dos quatro anos da sua gestão; disputa política no maranhão; falou sobre a conjuntura política nacional e perspectivas de futuro, além de responder perguntas de internautas.
Entre os questionamentos ao governador do Maranhão, um foi relacionado às nomeações das pessoas com deficiência, que foram aprovadas no último Concurso da Polícia militar do Estado. Ele falou que deveria nomeá-los até em fevereiro, mas antecipou.